
A trajetória de Siegfried e Elza Wehmuth se assemelha a um conto de fadas da vida real. Eles deram passos honestos, superaram momentos difíceis e formaram uma das mais tradicionais famílias de Gaspar. De mãos dadas com o trabalho e a religião, escreveram uma linda história de amor. Ainda hoje, ao alcançarem 70 anos de casados, seguem aquilo que juraram um ao outro na celebração de seu matrimônio.
Emocionado com a data especial, o casal compartilha com os leitores do Cruzeiro do Vale as conquistas da vida que juntos construíram. Olhando para o passado, seu Lico e dona Nina encontram muitos motivos para se orgulhar. No presente, se deparam com filhos bem sucedidos, netos que seguem os valores ensinados há décadas e acompanham o crescimento dos bisnetos. Para o futuro, desejam ainda mais saúde, lucidez e amor.
No auge da sabedoria humana, são reconhecidos pela linda trajetória. De um relacionamento saudável, nasceu uma história que renderia belos livros. Eles são símbolos de força, determinação e paixão verdadeira. Ouvir suas lembranças é uma verdadeira dádiva!
De famílias tradicionais e muito trabalhadoras, Siegfried e Elza receberam uma educação exemplar em casa. Ele na religião luterana, ela na católica. Seus passos se encontraram na fábrica de linhas, a conhecida Círculo S/A. “Eu era costureira e o Lico mecânico. Nos conhecemos no serviço. Apesar do sentimento que tínhamos um pelo outro, nossas famílias não apoiavam o relacionamento por conta da religião”, lembra dona Nina.
Seu Lico serviu o exército no Rio de Janeiro, onde permaneceu por cinco meses. Nesse período, trocava cartas com a amada Nina para amenizar a saudade. Seu retorno a Gaspar, em uma festa de São Pedro, marcou o reencontro com aquela que viria a ser sua companheira de vida. “Foi tão bom revê-la. Me lembro como se fosse hoje. Sempre linda”, relembra Siegfried com um grande sorriso no rosto.
O amor sempre venceO amor venceu! E não demorou muito para que a família crescesse. Após cerca de três anos namorando, casaram e, já com a casa pronta, tiveram a primeira filha. “Depois da primeira, todo ano vinha mais um”, admite o casal entre risadas. Ao todo, seu Lico e dona Nina tiveram 12 filhos: Ivone, Sonia, Valmor (in memoriam), Carlos, Elizabeth, Regina, Maria Cilene, Vera, Silvia, Paulo (in memoriam), Juliano e Viviane.
Os netos também os enchem de alegria: Katia, Dayane, Gabriele, Felipe, Eduardo, Alexandre, Bárbara, Júnior, Simone, Yasmin, Breno, Guilherme, Bruna, Fernanda, João Lucas, Nathalia e Ana Beatriz. E como bisavós, eles são igualmente amorosos, as paixões dos bisnetos João Vitor, Ana Lara, Maria Clara, Valentina, Roberto, Alice e Otávio.
O dia 15 de dezembro sempre será especial! Foi nesta data, no ano de 1951, que seu Lico e dona Nina se uniram em matrimônio. Ou seja, estão completando 70 anos do casamento realizado na Igreja Luterana de Blumenau. Apesar do tempo, a troca de olhares, o toque das mãos, o beijo na testa e as palavras do pastor durante a cerimônia seguem guardadas com todo amor em seus corações.
Quem passa pela rua Itajaí, no bairro Sete de Setembro, provavelmente se encanta com a casa charmosa que vivem Siegfried e Elza. Pintada de rosa e com um jardim delicado, a residência faz parte dessa linda história de amor. “Foi aqui que criamos nossos filhos, vimos nossos netos e bisnetos nascerem e hoje seguimos reunindo a família. Que benção de Deus”.
Seu Lico completa a fala da esposa com algumas lembranças: “Pegamos algumas enchentes aqui. A primeira foi em 1980, quando perdemos tudo. A [enchente] de 1983 e 84 também nos afetou. Foi difícil recomeçar, mas conseguimos juntos. Todas as vivencias maravilhosas que tivemos aqui compensam os problemas”.
Os hobbies praticados na juventude também rendem excelentes memórias. “Desde muito novo, jogava bocha. Participei de muitos campeonatos e já conquistei diversos títulos”, enfatiza orgulhoso seu Lico. Aliás, outra aptidão dele é com as cartas. “Jogo baralho com minhas amadas filhas até hoje. Geralmente aos domingos, quando a família toda se reúne aqui”, conta.
Muito trabalho marcou a vida de seu Lico e dona Nina. Enquanto ela cuidava da casa e realizava lindos trabalhos como costureira, ele trabalhou por um longo período como mecânico e depois serralheiro. Aliás, a serralheria é uma das paixões que passou a um dos filhos e netos, que até hoje mantêm os negócios da Serralheria Wehmuth, bem ao lado da casa do patriarca.
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Seu Lico tem 93 anos... |
...e dona Nina 91 anos |

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