
Uma nova polêmica envolvendo o Hospital Nossa Senhora do Perpétuo veio à tona esta semana. Em sessão na Câmara de Vereadores de Gaspar nesta terça-feira, dia 27 de junho, o vereador Dionísio Bertoldi (PT) expos um caso de possível contaminação do oxigênio da casa de saúde durante a pandemia.
Em resposta à acusação, a direção do hospital informou que não é possível afirmar que houve a contaminação e que não houve registro de pacientes com problemas relacionados à contaminação.
O vereador apresentou um relatório de vistoria do sistema de gases medicinais, realizado pela empresa Multitexi Assessoria e Projetos Ltda em 23 de julho de 2020 e assinado pelo engenheiro mecânico Luiz Carlos Rodrigues. Conforme o documento, a central produziu ar contaminado por conta de compressor de pistão inadequado. O relatório apontou que não havia tratamento de ar comprimido medicinal, que a rede deveria estar contaminada e que os pacientes deveriam estar recebendo ar contaminado.
Como conclusão, o relatório orientou o hospital a não aumentar o número de leitos de UTI porque o sistema de geração de oxigênio poderia entrar em colapso, ocasionando a parada de fornecimento de oxigênio para todo o hospital; trocar urgente a válvula geradora do sistema; ajustar urgente as tubulações de ligações dos chicotes; fazer nova ligação entre o regulador e a rede de distribuição; retirar a central de óxido nitroso; retirar a central de backup de ar comprimido medicinal; e verificar aspectos de fixação dos cilindros, visando melhor segurança no local.
De acordo com a direção do Hospital de Gaspar, não é possível afirmar, com base no relatório, que houve a contaminação do oxigênio. “O laudo emitido pelo engenheiro foi feito com base na análise do sistema de compressão, e não em toda a rede. Ele atesta que o sistema de compressão não era ‘ideal’ e identifica a existência de sistema de filtragem, secagem e purificação do ar comprimido. A análise não foi feita diretamente na qualidade do oxigênio. Não há registros de contaminação de nenhum paciente. Não houve registro de pacientes que apresentaram qualquer problema relacionado à contaminação por oxigênio”.
Em relação à realização do relatório, a direção do hospital justifica que: “é importante reforçar que a averiguação e o laudo foram contratados pelo próprio Hospital de Gaspar justamente com o objetivo de garantir o aprimoramento e a qualidade dos serviços prestados. Após a apresentação do laudo, o hospital realizou a substituição e adequação de todo o sistema de compressão em menos de 30 dias, em agosto de 2020”.
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