Taxista fica ferido após revidar contra assaltante - Jornal Cruzeiro do Vale

Taxista fica ferido após revidar contra assaltante

26/07/2010



fotopg8abreMD.jpgO rosto inchado e os olhos roxos revelam a violência sofrida pelo taxista P.F., 53 anos, durante uma arriscada corrida realizada na madrugada desta segunda-feira, 26. Os machucados são fruto de uma atitude audaciosa do taxista, que prefere não se identificar para não sofrer represálias.

P.F. aguardava em frente à danceteria Rancho Paradise, onde trabalha aos finais de semana, quando um jovem que aparentava ter cerca de 28 anos entrou no veículo e pediu uma corrida até a cidade de Ilhota. Segundo o taxista, o jovem não parecia ser uma pessoa suspeita, tinha o corpo normal e era alto e de pele branca. ?Ele usava uma toca então não pude ver a cor dos cabelos?, lembra o profissional, que seguiu em direção à cidade de Ilhota, conforme o pedido do cliente.

No meio do caminho o jovem pediu que P.F. cortasse caminho pela localidade do Bom Jesus. ?Eu disse que não iria, pois a estrada era de barro. Mas então ele pediu que o deixasse no Bom Jesus. Quando cheguei no local parei o carro, fiz a volta e anunciei o valor da corrida. Ele me ameaçou e disse que não tinha dinheiro para pagar, e queria meu dinheiro e o carro?, conta o taxista, que sem receber o valor do trabalho realizado decidiu seguir com o carro para deixar o cliente no local onde embarcou. ?Neste momento ele me agarrou por trás e eu freei o carro e comecei a brigar com ele. Não podia deixar ele levar meu carro. Lutamos um bom tempo até que ele caiu do carro. Eu ainda dei mais um soco nele e saí do local?, revela.
P.F. não chamou a polícia, pois tem medo de ser ameaçado pelo assaltante. Segundo o taxista o jovem não estava armado. Como a polícia não foi acionada, o caso não está sendo investigada.


Experiência

O taxista de 53 anos está há mais de trinta na profissão. Durante um tempo trabalhou como motorista, mas há seis meses, quando veio morar em Gaspar, decidiu retornar à profissão. ?Tenho familiares aqui e então decidir vir morar na cidade?, conta o profissional, que é natural do oeste de Santa Catarina mas há anos morava na cidade de Foz de Iguaçu, no Paraná, onde já havia sido vítima de um assalto, também enquanto fazia uma corrida.


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