
Uma moradora da cidade de Ponte Serrada, em Santa Catarina, foi condenada a 90 anos de reclusão por ter torturado o sobrinho de dois anos até a morte. O julgamento aconteceu no dia 16 de março. Ela também foi sentenciada por torturar os outros quatro irmãos do menino, que tinham entre dois e 10 anos.
O Conselho de Sentença acatou a tese do Promotor de Justiça Albert Medeiros Karl e concluiu que a ré cometeu um homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de praticar por cinco vezes o crime de tortura. A condenada também vai pagar R$20 mil a cada uma das vítimas a título de indenização.
A mãe das crianças deixou os filhos aos cuidados da ré e do marido entre dezembro de 2021 e março d 2022. Prevalecendo-se do poder e da autoridade que exerciam sobre as crianças, eles submeteram os sobrinhos a intenso e constante sofrimento físico e mental. As crianças foram agredidas com fio de televisão, chinelo, sandália grossa, canos de PVC e cinto. Os ataques ocorriam em razão das vítimas se sujarem de barro ao brincarem ao redor da casa e porque uma das crianças (gêmea) apresentava dificuldades para fazer as necessidades fisiológicas no vaso sanitário. O marido chegou a colocar a criança de cabeça para baixo no vaso sanitário para que se afogasse, ato que lhe causou fratura na perna.
Além disso, os tios privavam as vítimas de alimentação adequada, fornecendo, por diversas vezes, apenas arroz e feijão nas refeições. Eles também obrigavam as crianças de 10 e sete anos a realizarem serviços domésticos forçados. O marido da ré também amarrava as crianças em cadeiras e os amordaçava com fita isolante para não gritarem enquanto eram obrigados a assisti-lo agredindo um dos gêmeos de dois anos.
No dia 5 de março de 2022, por volta das 19h, a ré desferiu diversos chutes, tapas, socos e chacoalhões, o que resultou na morte do gêmeo que tinha dificuldade de utilizar o banheiro.
Em dezembro de 2022, o tio foi condenado a 50 anos de. O homem também foi sentenciado a pagar R$20 mil para cada vítima, a título de reparação pelos danos causados.
Em março de 2013, a tia foi condenada a 90 anos de reclusão.

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