
Até o meio-dia desta segunda-feira, 28 de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) havia registrado um número recorde de candidatos para as próximas eleições. Nesse ano, foram cadastrados 21.422 pedidos de registro de candidaturas no estado, o que corresponde a 21,45% de aumento em comparação com as eleições municipais de 2016. Naquela oportunidade, foram 17.639 candidatos registrados. Em Gaspar, além das 5 candidaturas a prefeito, foram protocolados os pedidos de 136 candidatos a vereador por 10 partidos diferentes.
Deste total, são 19.598 candidaturas para vereador e 912 para prefeito e vice-prefeito nos 295 municípios catarinenses. Este número ainda pode sofrer alteração após o julgamento dos pedidos de registro de candidatura, que se encerra em 26 de outubro.
Joinville é o maior colégio eleitoral do estado e também é o município que mais possui registros de candidatos. São 582 ao todo, sendo 30 para prefeito e vice-prefeito e 552 para vereador. Em seguida vem Florianópolis, com 523 candidaturas: são 20 para prefeito e vice e 503 para vagas na Câmara Municipal. Blumenau, a cidade com terceiro maior número de eleitores, tem 24 candidatos ao Executivo (12 candidatos a prefeito e 12 a vice) e 357 para vereador.
Enquanto isso, entre os municípios com os números mais modestos estão as cidades de Lacerdópolis e Barra Bonita, ambas no Oeste catarinense. Até o momento, os dois municípios registraram 20 candidatos. Na primeira cidade, são quatro candidaturas a prefeito e vice e 16 para vereador; na segunda, são 18 para a Câmara Municipal e uma para prefeito e vice.
A Emenda Constitucional (EC) nº 97/2017 vedou, a partir deste ano, a celebração de coligações nas eleições proporcionais para a Câmara dos Deputados, Câmara Legislativa, assembleias legislativas e câmaras municipais. Um dos principais reflexos da mudança se deu nesse crescimento de pedidos de registro de candidaturas à Justiça Eleitoral, especialmente porque, com o fim das coligações, cada partido deveria, individualmente, indicar o mínimo de 30% de mulheres filiadas para concorrer no pleito.
A mudança impactou, principalmente, o incentivo à participação feminina na política do estado. Antes, a indicação de mulheres para participar das eleições era por coligação e, agora, será por partido. Este ano são 7.215 mulheres com candidaturas registradas, o que representa 33,7%. Em comparação com 2016, quando 5.564 disputaram o pleito eleitoral, houve um crescimento de 2,2%.
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