A Câmara de Vereadores atendeu aos apelos da população e do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Gaspar, Sintraspug, e rejeitou parte do projeto de lei que previa a criação de 17 cargos comissionados para atuarem como assessores dos secretários municipais. A votação aconteceu na noite desta terça-feira, 23, e foi acompanhada por dezenas de pessoas da comunidade, que lotaram o plenário da Câmara como forma de manifestar a insatisfação em relação a criação dos cargos.
Para ser aprovado, o projeto precisava de metade dos votos dos vereadores mais um, somando um total de seis votos favoráveis à proposta.
Votaram a favor do projeto os vereadores José Amarildo Rampelotti, Antônio Dalsóchio, Jorge Luiz Wiltuschinig, todos do PT, e os vereadores Hilário Melato e Luis Carlos Spengler Filho, do PP. Foram contra os vereadores Raul Schiller, PMDB, Rodrigo Boeing Althoff, PV, Joceli Campos Lucinda, DEM, e Claudionor da Cruz e Souza, PSDB. O presidente da Casa, Kleber Wan-Dall, PMDB, só votaria em caso de empate.
O secretário de Administração e Finanças, Evandro Assis Muller, explica que a equipe da Administração ainda não se reuniu para discutir qual será o procedimento agora que o projeto foi rejeitado. "Vamos nos reunir com o prefeito para analisar a situação", explica.
Para o presidente do Sintraspug, Sergio Almeida, a rejeição mostrou a conscientização dos vereadores em relação ao dinheiro público. "Ficamos bastante satisfeitos com o resultado, pois entendemos que este projeto era um desrespeito com o dinheiro público. Quem ganha é a população gasparense", aponta.
Segundo os cálculos do Sintraspug, se os 17 comissionados fossem contratados, a Prefeitura vai gastar por ano em torno de R$ 800 mil.
Duas partes
O projeto previa a contratação de 17 assessores para atuarem nas secretarias municipais e quatro deles seriam destinados à Superintendência do Belchior. Como na primeira votação, o projeto foi separado em duas partes: a contratação para a Superintendência e a contratação dos demais assessores. A primeira parte foi aprovada por unanimidade e garantirá a criação da Superintendência que visa aproximar o Belchior da Administração Municipal.
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