Assassino de três irmãs é condenado a 101 anos de prisão no Oeste de SC - Jornal Cruzeiro do Vale

Assassino de três irmãs é condenado a 101 anos de prisão no Oeste de SC

27/02/2019
Assassino de três irmãs é condenado a 101 anos de prisão no Oeste de SC

Dois anos após matar três irmãs de 23, 15 e 12 anos a facadas na cidade de Cunha Porã, no Oeste catarinense, Jackson Lahr foi condenado a 101 anos de prisão. Em júri popular de mais de 15 horas, o assassino foi condenado a pagar R$600 mil como forma de indenização às famílias.

O crime é considerado feminicídio. Lahr era ex-namorado de uma das vítimas. O casal tinha um filho e o homem não concordava com o fim do relacionamento de 11 meses.

Foram sorteados sete jurados e quatro testemunhas foram ouvidas. Entre elas, o pai das vítimas, um policial militar que atendeu a ocorrência, o vizinho que ajudou no socorro e o companheiro da irmã mais velha, que ficou gravemente ferido pelo acusado na mesma noite, também depuseram.

O depoimento do réu teve a duração de pouco mais de 10 minutos. Ele argumentou que não lembrava de nada e que queria ir para casa.

A defesa de Lahr alegou insanidade mental, mas o pedido foi negado pela corte.

A sentença

O conselho de sentença aceitou todas as qualificadoras apresentadas pela denúncia: motivo fútil, recurso que dificultou a defesa das vítimas e meio cruel. Os crimes foram tratados como feminicídios, o que aumentou a pena. Todas as teses da defesa foram desconsideradas pelos jurados.

Todos os bens do acusado já foram bloqueados e Lahr foi levado direto para a Unidade Prisional Avançada de Maravilha, onde já estava preso.

Os assassinatos

Jackson Lahr arrombou a porta da casa onde estava a família reunida. Com 19 facadas, ele assassinou a ex-cunhada Juliane Horbach, 23 anos, por ela ser contrária ao relacionamento do réu com a irmã dela Rafaela Horbach, 15 anos, também morta a facadas.

Fabiane Horbach, 12 anos, estava na casa com as irmãs e foi assassinada com sete golpes de faca. O marido de Juliane, Gilvane Meyer, teve 17 perfurações. Os pulmões e o estômago foram atingidos. Ele fingiu a própria morte e conseguiu pedir ajuda ao vizinho.

 

 

Edição 1889

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