
Um levantamento foi feito pela Secretaria de Segurança Pública de Balneário Camboriú apontou que apenas seis das 350 câmeras de monitoramento do município do Litoral Norte de Santa Catarina estão funcionando, como mostrou o Bom Dia Santa Catarina desta terça (18).
As câmeras foram instaladas há cerca de cinco anos em pontos estratégicos da cidade. Só que das 350, menos de 200 foram interligadas à rede de fibra ótica e 75 chegaram a funcionar plenamente. Mas hoje, apenas seis estão ativas. Segundo o município, o sistema não tem manutenção desde o final de 2015.
Meia dúzia delas ficou inoperante no final de semana quando um caminhão arrebentou o cabo que transmite as imagens até a central de monitoramento. A Secretaria de Segurança enrolou o cabo para que ele não ficasse jogado no chão.
Conforme a RBS TV, a situação deve ficar assim por um bom tempo, porque a prefeitura não pretende fazer a manutenção dos equipamentos estragados até que um novo projeto de monitoramento de segurança saia do papel.
"Ficaria muito caro fazer tudo isso, então a nossa ideia é terceirizar", afirmou o secretário de Segurança Pública de Balneário Camboriú, Gabriel Castanheira.
Mesmo que todas as câmeras estivessem funcionando, o secretário diz que central de monitoramento não teria condições de receber todas as imagens, pois já não há efetivo suficiente para monitorar as que têm disponíveis. Os agentes apenas atendem aos chamados do 153. Por isso, as imagens armazenadas estão servindo só para as investigações dá Polícia Civil.
O espaço é pequeno e as instalações são precárias, na avaliação do município. A prefeitura deve construir uma sede própria para abrigar a central, e então licitar um novo modelo de operação de câmeras. "Se tivessem umas 350 câmeras funcionando, precisaria pelo menos 16 observadores por turno", afirma Castanheira.
O Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) está participando das tratativas e diz que pode ajudar na viabilização de recursos.
"Nós temos, com termos de ajustamento de conduta urbanísticos, mais de R$ 30 milhões em dinheiro para se buscar. E dá tranquilamente para se fazer ótimos equipamentos públicos", diz o presidente do Conseg, Valdir de Andrade.
Na época dá aquisição, o Conseg encaminhou o caso ao Ministério Público, mas a promotoria arquivou o procedimento porque não houve comprovação de fraude ou má fé na instalação dos equipamentos, segundo a RBS TV.
A Secretaria pretende mandar para Controladoria do município todo o levantamento feito até agora e o a cópia do processo do MP para apuração de irregularidades.
O ex-prefeito Edson Piriquito Dias nega que as câmeras sejam analógicas e que a única coisa que falta para central funcionar é a contratação de uma empresa que faça a manutenção dos equipamentos.
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