No Oeste catarinense, a comunidade se uniu para melhorar a vida dos idosos. Assim como as crianças, em Chapecó, pessoas da terceira idade também pode ser adotadas. As assistentes sociais da prefeitura buscam cuidadores que se encaixem com o perfil de cada idoso e depois o designam ao lar do programa Famílias Acolhedoras.
A família de Sirlei Dal Ponte acabou de crescer, mas não teve a chegada de um bebê. A novidade vem de outra fase da vida, da terceira idade, pois Maria chegou para ficar. Já eram acolhidos por Sirlei os idosos Lúcia, Angelo e Eloína, mesmo sem serem parentes dela.
“Eles precisam de alguém, tem que ter alguém por eles, mas alguém que tem amor no coração”, disse a cuidadora de idosos Sirlei Dal Ponte.
Ela integra o projeto Famílias Acolhedoras.“Cada idoso, geralmente, ou ele recebe sua aposentadoria ou benefício de prestação continuada e, além disso, o município faz um subsídio financeiro de um salário mínimo por idoso ou pessoa com deficiência”, explicou a assistente social Gisella Vizzotto.
Em troca, os cuidadores oferecem o lar que os idosos perderam com o passar do tempo. “É almoço, é café, é banho, é tudo, o dia a dia deles”, complementou Sirlei.
O programa de Famílias Acolhedoras começou em 2009 em Chapecó, antes disso, só o Centro de Convivência de Idosos recebia as pessoas que precisavam de acolhimento. Na época, o centro estava sempre lotado, mas hoje, a maioria está com as famílias acolhedoras.
Os idosos com um novo lar já são o dobro dos que ainda dependem da casa pública. Os velhinhos têm todo o cuidado garantido, as assistentes sociais do município fazem uma triagem para selecionar casas lares e definem um perfil de família que se encaixe com cada idoso.
“Acaba se tornando muito mais humano, muito mais social e essa interação com a própria comunidade é muito melhor do que em uma instituição”, afirmou a assistente social.
“É batalhado, mas também prazeroso”, finalizou Sirlei.
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