Febre amarela: quase 40% do público alvo de SC ainda precisa tomar a vacina - Jornal Cruzeiro do Vale

Febre amarela: quase 40% do público alvo de SC ainda precisa tomar a vacina

03/04/2019
Febre amarela: quase 40% do público alvo de SC ainda precisa tomar a vacina

O público-alvo das campanhas contra a febre amarela ainda não está totalmente imunizado em Santa Catarina. Segundo dados da Diretoria de Vigilância Sanitária do Estado, 38,54% ainda precisa tomar a vacina. Nos três primeiros meses deste ano, 461.717 doses foram aplicadas em SC. A doença fez uma vítima fatal em Joinville.

Santa Catarina passou a ser considerado área de recomendação de vacina no segundo semestre do ano passado, devido à ocorrência da doença nos estados vizinhos. A partir daí, todas as pessoas com mais de nove meses devem receber a dose.
A campanha de vacinação contra a febre amarela segue até o dia 20 de abril. Neste período, serão realizadas ações de conscientizações. Mesmo após a campanha, as doses seguem disponíveis em todas as unidades de saúde. Isso porque essa é uma doença de controle constante.

A doença

A febre amarela é uma doença grave que pode levar à morte em cerca de uma semana se não for tratada rapidamente. Ela é causada por um vírus transmitido pela picada do mosquito, não há transmissão de pessoa a pessoa. No Brasil, os casos de febre amarela são classificados como silvestre, não há informação de febre amarela urbana.

Ainda assim, como a população catarinense que vive na área urbana está exposta a bordas de mata, fragmentos de mata, como parques, praças arborizadas, jardins botânicos e áreas periurbanas (áreas de mata próxima das cidades), o risco dos mosquitos silvestres, Haemagogus e Sabethes, transmitirem a doença é alto.

Os principais sintomas são: início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Alguns melhoram após esses sintomas iniciais. No entanto, entre 15% e 60% das pessoas que apresentam esses sintomas evoluem para a forma mais grave da doença.

Nos casos graves, a pessoa pode desenvolver algumas complicações como febre alta, coloração amarelada da pele e do branco dos olhos, hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal) e eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Destes que apresentam sintomas mais graves, entre 20% e 50% podem morrer.

 

 

Edição 1895
 

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