Fogo destrói parte do Centro Cultural Jorge Zanatta, em Criciúma - Jornal Cruzeiro do Vale

Fogo destrói parte do Centro Cultural Jorge Zanatta, em Criciúma

11/09/2017
Fogo destrói parte do Centro Cultural Jorge Zanatta, em Criciúma

O Corpo de Bombeiros foi acionado na manhã deste domingo (10) para atender um incêndio no Centro Cultural Jorge Zanatta, em Criciúma, no Sul de Santa Catarina. O prédio, tombado pelo Patrimônio Histórico do município, está fechado desde 2015, quando as obras de restauração foram suspensas, conforme a NSC TV.

O fogo destruiu pelo menos quatro salas onde funcionavam as oficinas de arte e o telhado. Não há relato de feridos.
Dez bombeiros e três caminhões foram deslocados para atender a ocorrência no Centro do cidade, às 7h45. Até as 11h, ainda era feito o trabalho de rescaldo.

O Instituto Geral de Perícias (IGP) também foi acionado para identificar as causas do incêndio. A Polícia Civil já abriu inquérito para investigar o caso.

De acordo com o Vitor Bianco Júnior, há suspeita de incêndio criminoso, mas nenhuma hipótese é descartada. Como a energia elétrica está desligada, é difícil acontecer curto-circuito. Em junho, houve um princípio de incêndio no prédio.
Conforme a NSC TV, às vezes moradores de rua tentam invadir o local, que tem vigilante até as 6h.

Prédio histórico

Conforme a prefeitura, o prédio foi construído na década de 1940 para o funcionamento do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e serviu para a instalação do primeiro serviço de água tratada da região.

"Em 1962, passou a ser administrado pela Comissão Executiva do Plano do Carvão Nacional e, em 1964, foi utilizado como cárcere do primeiro ano da ditadura militar. Anos depois, o Conselho Nacional do Petróleo tomou conta do casarão, que passou a ser conhecido como "Prédio do CNP". Em 1993 o Município tomou posse do imóvel, ali instalando a Fundação Cultural de Criciúma que criou o Centro Cultural Jorge Zanatta, recebendo restauração em 1996".

Anos de abandono danificaram a estrutura que está fechada desde 2015. Por decisão judicial, a prefeitura, o governo federal e o DNPM devem reestruturar o prédio. A obra está orçada em R$ 1,4 milhão.

 

Fonte G1
 

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