Funerária clandestina de Itapema é suspeita de descarte irregular de órgãos humanos - Jornal Cruzeiro do Vale

Funerária clandestina de Itapema é suspeita de descarte irregular de órgãos humanos

23/05/2017
Funerária clandestina de Itapema é suspeita de descarte irregular de órgãos humanos

A Vigilância Sanitária flagrou na segunda-feira, 22 de maio, uma funerária clandestina funcionando em uma casa em Itapema, no Litoral Norte catarinense. Há suspeita de que órgãos humanos possam ter sido colocados em fossas irregulares e que os dejetos possam ter chegado até a rios e ribeirões do município. A Polícia Civil abriu inquérito e vai investigar o dono da casa, que também tem outra funerária na cidade.

A Vigilância Sanitária monitorava a movimentação na funerária clandestina há um mês, quando recebeu a denúncia, e flagrou o corpo de uma idosa de 82 anos sendo recebido na garagem da residência.

“Flagramos um cadáver de uma senhora entrando em uma residência particular e não tinham autorização para tal, nem para fazer a maquiagem, muito menoa a tanatopraxia [técnica de conservação de cadáveres]” , diz o diretor da Vigilância, Juliano Roberto Stancke.

Os agentes da Vigilância também encontraram outras provas, como embalagens de formol e produtos usados nos preparativos de funerais.

Local de descarte

Quando um corpo é preparado para o funeral, são retirados órgãos como estômago e intestino, para retardar o processo de decomposição. A Vigilância Sanitária quer saber agora onde esses órgãos eram despejados.

As provas foram entregues para a Polícia Civil. O dono da casa não estava no momento do flagrante. Ele também é dono de outra funerária, que desde 2005, é a única com concessão para atuar em Itapema. No entanto, em abril deste ano o embalsamamento de corpos estava suspenso no local por falta de licenças sanitárias. Há a suspeita que por esse motivo ele estaria levando os corpos para a própria casa.

A prefeitura de Itapema informou que a concessão deve ser cancelada nos próximos dias e outra empresa deve assumir o serviço.

"Atentou contra a Vigilância Sanitária, normas expressas da vigilância, contra questões ambientais e principalmente no quesito respeito aos mortos e falecidos na nossa cidade", afirmou o procurador José Patrício Neves de Fontoura.

 

Fonte: G1 Santa Catarina

Comentários

Deixe seu comentário


Seu e-mail não será divulgado.

Seu telefone não será divulgado.