Sem reposição salarial há seis anos, bombeiros e policiais militares cobram Secretário de Segurança Pública - Jornal Cruzeiro do Vale

Sem reposição salarial há seis anos, bombeiros e policiais militares cobram Secretário de Segurança Pública

22/01/2020
Sem reposição salarial há seis anos, bombeiros e policiais militares cobram Secretário de Segurança Pública

O presidente da Secretaria de Segurança Pública de SC, delegado Paulo Koerich, recebeu nesta terça-feira, dia 21 de janeiro, uma comitiva de policiais e bombeiros militares de Santa Catarina, que protesta por reposição salarial. A pressão dos servidores ocorre desde o ano passado e tem se estendido em discursos na Assembleia Legislativa e em campanhas e protestos nas ruas. “A tropa perdeu a paciência. Já não depende mais de mim ou da diretoria. Os bombeiros e policiais militares estão indignados e querem ir para as ruas. Há seis anos sem reposição, a categoria já acumula 37% de perdas inflacionárias e de 40% no poder aquisitivo”, disse o presidente da Associação de Praças de Santa Catarina (Aprasc), João Carlos Pawlick.

Koerich mostrou-se sensível ao pleito da categoria e se comprometeu a conversar com o governador Carlos Moisés da Silva sobre o assunto. “Estamos atentos a este pleito e vamos trabalhar para chegar a um acordo, valorizando toda a segurança pública. A preocupação de vocês também é a nossa preocupação. Existe o ideal e o possível. Temos que sentar todos juntos e construir”, afirmou.

O mesmo pedido havia sido realizado na última sexta-feira, dia 17, em encontro com a governadora em exercício, Daniela Reinehr. No encontro desta terça, dia 21, também estavam presentes o comandante da Polícia Militar, Carlos Alberto de Araújo Gomes Júnior, e o comandante do Corpo de Bombeiros Militar, Charles Alexandre Vieira.

Segundo o diretor financeiro e administrativo da Aprasc, Pedro Paulo Rezena, a categoria ainda aguarda uma proposta ou reunião com o governador antes do dia 30 de janeiro, data em que está marcada uma grande manifestação em frente ao Centro Administrativo. “Caso não tenhamos um aceno, o caldeirão tem tudo para explodir”.

 

 

Edição 1935

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