
Durante a estação mais quente (e também uma das mais chuvosas do ano), aumenta o número de acidentes com animais peçonhentos, tanto em áreas urbanas quanto rurais. Por isso, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina orienta a população em relação aos riscos neste período.
Nas regiões onde há enchentes, o potencial de acidentes é ainda maior. Isso porque os animais são obrigados a deixar seu habitat em busca de um novo local e, muitas vezes, se refugiam dentro das casas.
Levantamento preliminar do Sistema de Informação de Agravos de Notificação aponta que, em 2019, Santa Catarina registrou pelo menos 8.678 acidentes causados por animais peçonhentos. Somente na temporada do verão passado, que corresponde ao período de dezembro de 2018 até março de 2019, foram 4.244 acidentes deste tipo, o que representa 48,9% das notificações doa ano.
Do total de acidentes registrados em SC em 2019, aproximadamente 70% foram por aranhas. Em seguida aparecem as abelhas, com 915 casos; e serpentes, com 637.
- Manter a vítima calma e deitada;
- Tentar manter a área afetada no mesmo nível do coração ou, se possível, abaixo dele;
- Evitar que a vítima se movimente para não favorecer a absorção do veneno;
- Localizar a marca da mordedura e limpar o local com água e sabão e cobrir com um pano limpo;
- Remover anéis, pulseiras e outros objetos que possam apertar a circulação em caso de inchaço do membro afetado;
Levar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo;
-Se possível, levar o animal para que seja identificado e para que a vítima receba o soro antiveneno específico.
- Não fazer torniquete (isso impede a circulação do sangue e pode causar gangrena ou necrose local);
- Não cortar o local da ferida para fazer 'sangria';
- Não aplicar folhas, pó de café ou terra sobre a ferida (pois pode provocar infecção).
- Utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) no manuseio de materiais de construção, lenhas, móveis, em atividades rurais, limpeza de jardins, quintais e terrenos, etc.;
- Observar com atenção os locais de trabalho e de passagem;
- Não colocar as mãos em tocas, buracos e espaços entre lenhas e pedras (utilizar ferramenta);
- Evitar aproximação de vegetação rasteira ao amanhecer e ao anoitecer (período de maior atividade de serpentes);
-Não mexer em colmeias e vespeiros (chamar órgão responsável);
- Inspecionar antes do uso roupas, calçados, roupas de cama e banho, panos e tapetes; afastar camas das paredes;
- Não depositar lixo, entulho e materiais de construção junto às habitações;
- Evitar que plantas e folhagens se encostem nas casas;
- Fazer controle de roedores (servem de alimento para serpentes);
- Evitar acampar em áreas onde há roedores e serpentes;
- Não fazer piquenique às margens de rios, lagos e lagoas, e não se encostar em barrancos durante pescarias;
- Limpar regularmente e com EPIs móveis, cortinas, quadros, paredes e terrenos baldios;
- Vedar frestas, buracos, portas, janelas e ralos;
- Manter limpos jardins, quintais, paióis e celeiros;
- Combater insetos (especialmente baratas que servem de alimento para escorpiões e aranhas);
- Preservar predadores naturais dos animais peçonhentos.
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