Vereador de Itajaí é condenado por imagem de relação sexual com adolescente - Jornal Cruzeiro do Vale

Vereador de Itajaí é condenado por imagem de relação sexual com adolescente

20/04/2017
Vereador de Itajaí é condenado por imagem de relação sexual com adolescente

O vereador José Acácio da Rocha (PSDB) foi condenado em primeira instância a sete anos de prisão em regime semiaberto. Ele teria divulgado imagem de relação sexual com uma adolescente, que já havia sido sua aluna. A denúncia foi feita pelo Ministério Público em 2011. Na época, segundo a defesa do vereador, hoje com 45 anos, a adolescente tinha 17 anos.

O advogado do vereador, Claudinei Fernandes, afirmou que a defesa não reconhece os delitos apontados e que vai recorrer. A divulgação de um vídeo é contestada pelo advogado. Em nota, o vereador afirma que "era alguém solteiro e namorava uma adolescente com o consentimento dos pais em uma relação pública".

De acordo com o Ministério Público, a condenação ocorreu no dia 27 de março e ainda não foi publicada. O caso corre em segredo de Justiça. Na época, Acácio dava aulas de educação física.

Partido pediu para ele se licenciar

Pela lei orgânica de Itajaí não há impedimento para que ele continue cumprindo o mandato de vereador, mas a pedido do partido em Itajaí, José Acácio deverá pedir licença das atividades partidárias e mandato pra apresentar os recursos.

"Por unanimidade dos presentes, a Comissão provisória deliberou pela recomendação de licença temporária das atividades partidárias e do mandato de vereador, de modo que as informações oficiais possam ser obtidas de forma mais clara e justa", diz nota assinada pelo presidente do PSDB de Itajaí, Cícero Zucco. O advogado dele não confirmou a informação.

Leia íntegra da nota divulgada pelo vereador

"Sempre me pautei na vida pessoal e profissional pela personalidade forte e principalmente por assumir minhas responsabilidades, razão que me levou a chegar aonde cheguei. Assim, desde que fui confrontado com o que ocorreu, mantive a verdade tanto na via judicial como extra judicial, ou seja, era alguém solteiro e namorava uma adolescente com o consentimento dos pais em uma relação pública.

Quanto a intimidade dos fatos mencionados, diz respeito tão somente aos envolvidos, e hoje, passado tanto tempo do ocorrido jamais os repetiria, visto que sou um pai de família e sempre se aprende com as experiências.

Um detalhe bem importante e que tem de ser considerado, é que á época, todos estes fatos foram resolvidos entre as partes e apenas ganharam esse viés quando me tornei uma pessoa politicamente forte e atuante. Tenho 27 anos de relevantes serviços prestados no magistério e quem me conhece, verdadeiramente sabe do meu valor.

Já estamos também nos cercando das medidas necessárias para a devida apuração quanto ao vazamento dessas informações, que segundo a lei, devem correr em segredo de justiça.

É esse o preço a ser pago quando não cedemos a chantagens e quando nos mantemos firmes naquilo que acreditamos. Seguimos em frente, confiando em Deus e a disposição da comunidade para quaisquer esclarecimentos. Vamos recorrer sim da decisão tomada neste primeiro momento, na certeza que verdade prevalecerá e a justiça, será de fato, feita".

 

Fonte: G1 Santa Catarina

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