Dono de farmácia, atendente e fornecedor são presos por venda de anabolizantes e tizerpatidas em Gaspar - Jornal Cruzeiro do Vale

Dono de farmácia, atendente e fornecedor são presos por venda de anabolizantes e tizerpatidas em Gaspar

04/05/2026

A Polícia Civil de Gaspar acaba de desarticular um esquema ilegal de venda de anabolizantes e tirzepatida. A operação resultou na prisão do dono da farmácia, do atendente do estabelecimento e do fornecedor dos produtos ilegais.

Tudo começou quando um homem de 58 anos quase morreu ao consumir medicamentos adquiridos nesta farmácia. Conforme apurado pela polícia, ele procurou o estabelecimento com exames laboratoriais e foi orientado por um atendente a utilizar o anabolizante ‘Durateston Plus Gold’, produto de origem estrangeira e que não possui registro na Anvisa. Tanto a venda quanto a aplicação da substância aconteceram dentro da farmácia.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na farmácia e nas casas dos investigados no dia 30 de abril. Foram encontrados o mesmo anabolizante vendido ao cliente, além de diversos frascos de tirzepatida sem registro sanitário no Brasil. Os produtos estavam armazenados de forma irregular, escondidos em caixas no depósito, sem controle térmico. Na casa do proprietário da farmácia também foram encontrados medicamentos de uso controlado como clonazepam e sibutramina, que estariam sendo vendidos sem prescrição médica.

Conforme apontam as investigações, o dono da farmácia e o atendente agiam de forma conjunta tanto na venda quanto na aplicação das substâncias, o que levou à prisão em flagrante dos dois.

Já nesta segunda-feira, dia 4 de maio, houve a prisão do fornecedor dos produtos. Com ele, foram encontrados anabolizantes, caixas de tirzepatida da mesma marca encontrada na farmácia, materiais para aplicação (seringas e agulhas), equipamentos para transporte térmico, perfumes, bebidas importadas e um caderno com a contabilidade das vendas.

De acordo com o delegado Filipe Martins, as investigações continuam para desarticular toda a cadeia de fornecimento e identificar outros envolvidos. Este é um crime contra a saúde pública, considerado de alta gravidade, e tem penas que variam de 10 a 15 anos de reclusão.

A polícia não informou o nome nem o bairro em que a farmácia está localizada. 

 

 

Edição 2228

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