
Uma mãe que queimou a própria filha com uma colher quente está sendo acusada de tortura pelo Ministério Público de Santa Catarina. O caso aconteceu no dia 13 de abril deste ano e a denúncia foi apresentada no final de agosto.
A vítima tem nove anos e a mãe, 28. O crime aconteceu quando a criança comeu doce sem autorização. Como forma de castigo, ela queimou a mão e o rosto da menina com uma colher aquecida em alta temperatura. Conforme a 11ª Promotoria de Justiça da Comarca de Chapecó, a mulher ainda teria dito que “iria ser pior” se ela contasse para alguém.
O padrasto da menina foi denunciado por omissão de socorro. Isso porque ele chegou em casa mais tarde e se deparou com as lesões e o sofrimento da menina. “A criança se encontrava ferida e impossibilitada de buscar socorro por seus próprios meios. Ele deliberadamente deixou de providenciar assistência, abstendo-se de levá-la ao hospital ou de acionar qualquer meio de socorro”, disse a Promotora de Justiça Júlia Ferreira Santos.
A criança teve atendimento médico apenas três dias depois dos ferimentos, quando foi à escola e os profissionais perceberam as queimaduras. O Conselho Tutelar foi acionado.
Além de denunciar a mãe por tortura e o padrasto por omissão, o Ministério Público pediu a fixação de multa mínima de R$10 mil como forma de reparação aos danos sofridos pela vítima.
A menina chegou a passar por acolhimento institucional e hoje está na casa de um familiar. Também está em curso uma ação de destituição do poder familiar da mãe com a filha.
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