
A Polícia Civil prendeu sete homens investigados pelo assassinato de Daniel Brussecke Anderle, de 27 anos. O corpo da vítima foi encontrado carbonizado em 31 de julho deste ano, às margens da Estrada Geral Gaspar Alto, em Gaspar. A operação ‘Veredito do Crime’ foi deflagrada em 16 de outubro e resultou na prisão de suspeitos apontados como executores e mandantes do homicídio.
Segundo a investigação, o crime foi ordenado por integrantes do Primeiro Grupo Catarinense (PGC), facção criminosa que atua em Santa Catarina, em razão de um conflito envolvendo a exploração de um ponto de tráfico de drogas no bairro Progresso, em Blumenau.
O alvo inicial era o responsável por uma oficina na região. Homens armados e encapuzados invadiram o estabelecimento e renderam as pessoas que estavam no local. Como o alvo não foi encontrado, Daniel, que trabalhava como mecânico, foi sequestrado. Ele foi levado para outro local, onde sofreu agressões e foi interrogado sobre o paradeiro do homem procurado. Conforme a Polícia Civil, os executores comunicaram a captura à cadeia de comando da organização criminosa e aguardaram uma decisão. Após receberem autorização de superiores da facção, mataram Daniel, incendiaram seu corpo e o abandonaram em Gaspar.
As investigações também identificaram uma segunda vítima, que permaneceu em cárcere privado durante toda a noite, enquanto os integrantes da organização criminosa decidiam seu destino. Ao final, o homem teve a vida poupada.
Os investigados vão responder, conforme a participação de cada um, por homicídio qualificado por motivo torpe e emprego de tortura, sequestro e cárcere privado e ocultação de cadáver, entre outros enquadramentos previstos na investigação. Os crimes são descritos pela Polícia Civil como praticados por integrantes de organização criminosa ultraviolenta.
Durante o cumprimento dos mandados, um dos envolvido também foi preso em flagrante por tráfico de drogas, após a polícia encontrar uma grande quantidade de entorpecentes em sua posse.
Os sete presos foram encaminhados ao Presídio Regional de Blumenau, onde permaneceram à disposição do Poder Judiciário. As investigações continuam e, segundo a Polícia Civil, devem ser concluídas em dez dias.
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