Abastecimento: crise hídrica desperta dúvidas nos gasparenses - Jornal Cruzeiro do Vale

Abastecimento: crise hídrica desperta dúvidas nos gasparenses

07/02/2015

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Por Thiago Moraes


Diante da crise hídrica que tem afetado em especial o estado de São Paulo e demais regiões do Sudeste, uma pergunta pode intrigar o cidadão gasparense: ficarei também sem abastecimento de água? No momento, a resposta é não. Mas para que o problema da falta de água não afete o município em longo prazo, ações preventivas e melhorias na infraestrutura são fundamentais. ?Procuro conscientizar minha família da importância da economia em momentos como banho e serviços domésticos?, conta a moradora do bairro Gasparinho, Antonina Benevenutti.

Para a dona de casa Camila Bramili, a organização dos serviços de casa do dia a dia pode ajudar muito na economia de água e, consequentemente, em uma conta menor no final do mês. ?Costumo lavar roupa duas vezes por semana. A lavação de casa e do jardim é uma vez por semana. Assim, conseguimos pôr em prática a consciência de não desperdiçar água, nem dinheiro, o que também é importante?, afirma a moradora do bairro Santa Terezinha.

Controle

O diretor-presidente do Samae de Gaspar, Élcio Carlos de Oliveira, garante que o cenário atual é positivo, mas que não se pode relaxar. ?Nosso foco é combater perdas de água no abastecimento, com manutenção nos equipamentos e ampliação da rede de extensão. Em 2014, foram 20 quilômetros de rede substituídos, e hoje cobrimos 93% do território, com 370 quilômetros de rede?, informa Élcio.

A recomendação do diretor é que os moradores instalem ou façam a manutenção na caixa d?água em casa, pois isso pode garantir água nas torneiras caso falte na rede.

Regiões mais distantes da área central, como Bateias e Barracão, são as que mais sofrem com pontuais faltas de água e exigem atenção redobrada do Samae. Segundo a direção do órgão, entre 2015 e 2016 deve ser implantado o programa constante de redução de perdas no sistema de abastecimento de água, com instalação de macromedidores e controladores de pressão em pontos estratégicos, com uma equipe de monitoramento.

De olho no futuro

olhonofuturoGG.jpgSobre o futuro, Élcio pondera que para não ser pego desprevenido com possíveis crises hídricas, a gestão precisa trabalhar com uma previsão de 20 a 25 anos à frente. ?Trabalhamos em Gaspar com uma população estimada em 200 mil habitantes, assim temos uma boa margem de segurança, e ressalto que nossa falta de água em algumas regiões de Gaspar é pontual, pois tem origem em obras de substituição de rede, falta de luz e descuido do próprio morador em não ter a sua caixa de água de forma correta?, frisa.

O Samae também está executando a instalação da Estação de Tratamento de Água Compacta, ETA V, no bairro Belchior Alto (foto). A previsão é que até a próxima semana a nova ETA comece a funcionar, mas apenas em modo de operação manual. Para que a estação opere em modo automático, estima-se que ainda leve cerca de 90 dias.
A ETA compacta é projetada para trabalhar com índices de turbidez elevada. Além disso, a nova estação aperfeiçoará alguns processos que hoje são executados manualmente.  Outra melhoria será o aumento de volume de água tratada, que passará de 14 litros por segundo para 20 litros. Atualmente, a ETA V atende mil ligações de água dos bairros Belchior Baixo, Belchior Central e Belchior Alto.

Edição 1659
 

Comentários

Elcio Carlos de Oliveira
06/02/2015 17:02
Thiago

Parabéns pela matéria, corrigindo, na verdade, em Gaspar temos mais de 370 km de rede, e não 370m² como saiu na matéria.

Um abraço

Elcio Carlos de Oliveira

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