
Por Thiago Moraes
Diante da crise hídrica que tem afetado em especial o estado de São Paulo e demais regiões do Sudeste, uma pergunta pode intrigar o cidadão gasparense: ficarei também sem abastecimento de água? No momento, a resposta é não. Mas para que o problema da falta de água não afete o município em longo prazo, ações preventivas e melhorias na infraestrutura são fundamentais. ?Procuro conscientizar minha família da importância da economia em momentos como banho e serviços domésticos?, conta a moradora do bairro Gasparinho, Antonina Benevenutti.
Para a dona de casa Camila Bramili, a organização dos serviços de casa do dia a dia pode ajudar muito na economia de água e, consequentemente, em uma conta menor no final do mês. ?Costumo lavar roupa duas vezes por semana. A lavação de casa e do jardim é uma vez por semana. Assim, conseguimos pôr em prática a consciência de não desperdiçar água, nem dinheiro, o que também é importante?, afirma a moradora do bairro Santa Terezinha.
Controle
O diretor-presidente do Samae de Gaspar, Élcio Carlos de Oliveira, garante que o cenário atual é positivo, mas que não se pode relaxar. ?Nosso foco é combater perdas de água no abastecimento, com manutenção nos equipamentos e ampliação da rede de extensão. Em 2014, foram 20 quilômetros de rede substituídos, e hoje cobrimos 93% do território, com 370 quilômetros de rede?, informa Élcio.
A recomendação do diretor é que os moradores instalem ou façam a manutenção na caixa d?água em casa, pois isso pode garantir água nas torneiras caso falte na rede.
Regiões mais distantes da área central, como Bateias e Barracão, são as que mais sofrem com pontuais faltas de água e exigem atenção redobrada do Samae. Segundo a direção do órgão, entre 2015 e 2016 deve ser implantado o programa constante de redução de perdas no sistema de abastecimento de água, com instalação de macromedidores e controladores de pressão em pontos estratégicos, com uma equipe de monitoramento.
De olho no futuro
Sobre o futuro, Élcio pondera que para não ser pego desprevenido com possíveis crises hídricas, a gestão precisa trabalhar com uma previsão de 20 a 25 anos à frente. ?Trabalhamos em Gaspar com uma população estimada em 200 mil habitantes, assim temos uma boa margem de segurança, e ressalto que nossa falta de água em algumas regiões de Gaspar é pontual, pois tem origem em obras de substituição de rede, falta de luz e descuido do próprio morador em não ter a sua caixa de água de forma correta?, frisa.
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