Alunos do curso de Jornalismo da Furb lançam site sobre LGBT - Jornal Cruzeiro do Vale

Alunos do curso de Jornalismo da Furb lançam site sobre LGBT

26/08/2016
Alunos do curso de Jornalismo da Furb lançam site sobre LGBT

A diversidade sempre lutou para ter voz e o preconceito sempre tentou calá-la. Mas, o tempo passa e a mente das pessoas vai se abrindo para novos olhares e caminhos, possibilitando que informações sobre orientação sexual possam ser ingeridas pela sociedade da maneira correta e contextualizada. Pensando em humanizar e dar visibilidade para assuntos ligados às lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros, a turma do 4º semestre de Jornalismo da Furb criou o site “Te orienta”. O portal será inaugurado nesta sexta-feira, dia 26, no hall da biblioteca da universidade, no campus 1.

Conforme explica Maria Júlia Spengler, uma das responsáveis pelo projeto, a criação do site faz parte da ementa da disciplina de Laboratório de Apuração e Escrita para WEB, ministrada pela professora Clarissa Josgrilberg Pereira. Quando questionada sobre a relevância da divulgação sobre os LBGTs, Maria Júlia ressalta a humanização do conteúdo. “A importância de tratar esse assunto de forma humanizada é justamente porque se trata de pessoas. A mídia trata o universo LGBT de forma muito pessimista. Falar desse assunto de forma mais leve foi uma lacuna que encontramos nos meios de comunicação”, explica.

A jovem universitária já desenvolveu algumas entrevistas para o site e conta que a história da entrevistada Sthefany Alves foi muito especial. “Ela é transexual e falou sobre a aceitação familiar e como foi todo esse processo pra ela. Contou também sobre o preconceito e sua dificuldade em se afirmar no mercado de trabalho. Conhecer a história dela me fez entender o porquê que o Te Orienta é tão importante”, conclui.

Sthefany Alves reconhece o site como uma forma muito eficaz de ajudar na luta contra o preconceito. “Eu agradeço a preocupação em mostrar a nossa realidade sem querer tampar o sol com a peneira. Infelizmente temos que lidar com o julgamento de todos, mas eu espero uma sociedade mais justa, onde não tenhamos que ser tratados diferentes”.

 

Edição 1764

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