Após queda de homem de oito metros, Bombeiros alerta para riscos - Jornal Cruzeiro do Vale

Após queda de homem de oito metros, Bombeiros alerta para riscos

06/03/2015

 

Nos últimos meses, Gaspar tem registrado diversos casos de queda de edificação, o que vem preocupando o Corpo de Bombeiros Militar. O último caso foi registrado na manhã dessa quarta-feira, dia 4, no bairro Sete de Setembro. Um homem de 42 anos caiu do telhado de um galpão localizado na rua João Silvino Cunha, enquanto trabalhava fazendo a pintura do local.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a ocorrência e, chegando ao local, encontrou o homem caído no segundo andar do galpão. Segundo informações dos bombeiros, a vítima caiu de uma altura de cerca de oito metros. Como o galpão ainda está sendo construído, não havia escadas para a equipe acessar o local da queda. Por isso, os bombeiros tiveram que utilizar escadas improvisadas, além de montar uma espécie de tirolesa para fazer a retirada da vítima.

No momento do atendimento, o homem relatava fortes dores nas costas, mas a situação mais preocupante foi o fato de ele ter caído em cima de um produto hipermeabilizante, o que causou irritações na pele. Ele foi conduzido ao Hospital de Gaspar, onde segue internado.

Uso de equipamentos de segurança

De fevereiro até o início deste mês, o Corpo de Bombeiros Militar já atendeu a, pelo menos, quatro ocorrências semelhantes a essa. A maioria das vítimas é de trabalhadores que estavam realizando a pintura do telhado. Em uma das ocorrências, um homem caiu de uma altura de quase 12 metros.

Segundo o bombeiro militar Gil Vicente Pereira, todos esses casos poderiam ser evitados se os trabalhadores utilizassem os equipamentos de segurança necessários, como cinto, luvas, capacete, entre outros. ?Se a normativa fosse cumprida, esses trabalhadores não cairiam. É necessário que haja mais fiscalização quanto a isso, pois muitos casos podem levar a óbito?, ressalta.

Em outubro do ano passado, um homem que trabalhava no telhado de uma empresa de Gaspar morreu ao cair de uma altura de quase 10 metros. Ainda de acordo com Gil, é de responsabilidade do técnico de segurança da empresa e também do Ministério do Trabalho garantir que o trabalhador utilize todos os equipamentos de segurança.

Fiscalização

Apesar de ser de responsabilidade do Ministério do Trabalho, o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador, Cerest, também trabalha intensamente na fiscalização e punição de casos que envolvem a saúde do trabalhador em 53 municípios do estado, incluindo Gaspar. De acordo com o coordenador do centro, Francisco Giuberto de Brito, em casos como esse uma equipe do Cerest vai até o local em que ocorreu o acidente para verificar os motivos da queda e fiscalizar a parte de segurança da obra.

?Caso a empresa não tenha cumprido as normativas de segurança, a obra pode ser interditada?, explica Francisco. Na semana que vem, representantes do órgão devem vir ao município. Ainda conforme o coordenador, qualquer pessoa que trabalhe em altura precisa realizar treinamentos, capacitação e passar por exames antes de exercer a função. O empregador precisa exigir que o trabalhador tenha realizado isso, conforme a lei.

Trabalho em altura
De acordo com a NR-35 (norma regulamentadora), considera-se trabalho em altura toda atividade executada acima de dois metros do nível inferior. A normativa afirma que cabe ao empregador garantir que qualquer trabalho em altura só se inicie depois de adotadas as medidas de proteção, além de assegurar a suspensão do trabalho quando verificar situação ou condição de risco não prevista.

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Um homem de 42 anos caiu do telhado de um galpão localizado na rua João Silvino Cunha, bairro Sete de Setembro, na manhã desta quarta-feira, dia 4. O Corpo de Bombeiros Militar de Gaspar foi acionado para atender a ocorrência e, chegando ao local, encontrou o homem caído no segundo andar do galpão. Segundo informações dos bombeiros, a vítima caiu de uma altura de cerca de 3 metros. Como o galpão ainda está sendo construído, não havia escadas para a equipe chegar até o local. Por isso, os bombeiros tiveram que utilizar escadas improvisadas, além de montar uma espécie de tirolesa para retirar a vítima.

O homem referia fortes dores nas costas, mas a situação mais preocupante foi o fato de ele ter caído em cima de um produto hipermeabilizante, o que causou irritações em sua pele. Ele foi conduzido ao Hospital de Gaspar.


Edição 1667
 

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