Uma reunião na Câmara de Vereadores na tarde dessa quinta-feira, dia 30, discutiu os 11 meses de intervenção da Prefeitura de Gaspar no Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Estiveram presentes no encontro o atual administrador da instituição hospitalar, Giovani Bernardi, o representante da empresa Amorim & Associados ? Consultoria e Saúde, que tem operacionalizado a gestão do hospital, Fabiano Amorim, o secretário de Saúde, Cleone Hostins, o presidente da Comissão de Intervenção, José Eduardo de Souza, e alguns vereadores.
Durante a reunião, além de ser apresentado um balanço geral do hospital, o secretário de Saúde do município afirmou que a prefeitura e a comissão ainda vão decidir se prorrogarão a intervenção após o dia 27 de maio, data em que o decreto de intervenção chega ao fim. A decisão deve ser discutida e anunciada na próxima semana. Questionado se há interesse de o município continuar à frente do hospital, Cleones se limita a dizer que o interesse maior é de que a unidade de saúde permaneça com as portas abertas. ?Existem hospitais que estão há anos em intervenção. O nosso interesse é fazer com que o hospital de Gaspar possa caminhar com as próprias pernas e se manter mensalmente?, destaca.
Ainda segundo o secretário, mesmo que a intervenção chegue ao fim e o hospital passe a ser administrado pelo antigo conselho ou por outra entidade, o contrato que garante o pagamento da produção mensal do local continuará em vigência. ?Quando se fala sobre o fim da intervenção, a equipe que trabalha no hospital fica receosa por causa dos salários. Por isso é importante lembrar que existe um contrato de pagamento mensal que irá continuar mesmo sem a intervenção?, explica. O receio da equipe é gerado em consequência da falta das certidões negativas de débitos, as CNDs, do hospital, o que impossibilita a unidade de receber determinadas verbas públicas sem estar em intervenção - entre elas, a verba municipal.
Números
Desde que assumiram a gestão do hospital, Fabiano Amorim garante que já foi possível perceber a melhora na qualidade do atendimento à população. Segundo ele, apesar de a instituição hospitalar continuar sofrendo um déficit mensal de cerca de R$ 120 mil, valor semelhante ao de alguns anos atrás, não é correto comparar os serviços oferecidos hoje aos oferecidos até então. ?Conseguimos contratar profissionais, o que ajudou na agilidade do atendimento. Não são apenas números que contam?, ressalta. Desde o momento da intervenção até fevereiro deste ano, o Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro acumulou um déficit de R$ 1.115.643. Além disso, a instituição acumula dívidas antigas de mais de R$ 8 milhões. Segundo relatório da atual administração, nos meses de intervenção houve um crescimento de 13% no volume de atendimentos, de 12,24% no volume de internações e de 21% no volume de nascimentos. Além disso, o crescimento do número de cirurgias foi de 80% e o de cirurgias através do SUS, de 81%.
Edição 1683
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