Assassino de taxista gasparense é preso em Guabiruba - Jornal Cruzeiro do Vale

Assassino de taxista gasparense é preso em Guabiruba

09/12/2016
Assassino de taxista gasparense é preso em Guabiruba

Juvêncio Luiz Quintino, assassino do também taxista Flávio dos Santos, foi preso provisoriamente na tarde de quinta-feira, 8 de dezembro. Ele possuía mandado de prisão aberto e foi pego em Guabiruba, onde trabalhava desde o acontecido.

O crime que tirou a vida de Flávio aconteceu no ano de 2008 e deixou Gaspar em choque. A causa, segundo Juvêncio, seria uma briga por uma corrida de táxi. O assassino foi a júri popular em 2015, sete anos depois do crime, e foi condenado a 16 anos de prisão. Porém, como tinha mais de 70 anos, a pena ficou estabelecida em 13 anos e quatro meses. Após a condenação, o advogado recorreu da decisão do júri popular e Juvêncio aguardava a decisão em liberdade, trabalhando em Guabiruba.

Com a prisão realizada, Juvêncio foi encaminhado a Unidade Prisional Avançada de Brusque, onde começa a cumprir a pena em regime fechado.

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Confira a cobertura do júri popular de Juvêncio

"O sentimento é amargo"

(Atualização: 28/07/2015 - 9h)

O desfecho do júri popular que condenou Juvêncio Luiz Quintino ao cumprimento da pena de 13 anos e quatro meses de reclusão teve contornos menos definidos do que o esperado pela família da vítima, Flávio Santos, morto em novembro de 2008.

No semblante dos familiares, percebeu-se que é nas incoerências do sistema Judiciário que a sensação de impunidade é tomada como um remédio amargo que ainda por cima não traz o efeito desejado. "Nós queríamos mesmo é que ele saísse do julgamento preso, algemado. Mas ele saiu pela porta da frente. Não estou contente com o resultado mesmo. O sentimento é amargo, mas pude perceber, mais do que nunca, que as leis precisariam ser revistas em caráter urgente", lamentou o irmão da vítima, Flaviano dos Santos.

Vestindo camisas brancas estampando o rosto de Flávio e a palavra justiça, familiares e amigos do taxista acompanharam de perto todo o julgamento. Vanessa Mara dos Santos, filha de Flávio, diz que a família ficará realmente tranquila somente quando Juvêncio estiver na cadeia. "A gente agradece muito a promotoria, ao júri e ao nosso advogado. Porém, sabemos que existem muitas brechas na lei que beneficiam até mesmo aqueles que ceifam vidas por motivos fúteis", comentou a jovem de 25 anos.

Capítulos à vista  

Juvêncio Luiz Quintino, de 71 anos, foi condenado culpado e recebeu uma pena de 13 anos e quatro meses de reclusão em sentença lida pela juíza da 3ª Vara da Comarca de Gaspar, Graziela Shizuiho Alchini.

No veredito, a punição seria de 16 anos. No entanto, devido à idade de Juvêncio ser maior de 70 anos, a aplicação ficou estabelecida em 13 anos e quatro meses.

De acordo com o advogado de defesa de Juvêncio, Dimian Elder Rosini, é provável ele irá recorrer da decisão do júri popular. "Depois de recorrermos ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina, existe ainda a instância do Superior Tribunal de Justiça. A chance de recorrer é grande", afirmou Dimian.

Edição 1708

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Editorial: Justiça vendada

(Atualização: 24/07/2015 - 11h)

A morte precoce do taxista Flávio dos Santos em novembro de 2008 numa teia construída com os fios da insensatez, prepotência e arrogância pelo também taxista Juvêncio Luiz Quintino, teve o primeiro desfecho promovido pela 3ª Vara da Comarca de Gaspar.

No veredito, ficou estabelecida uma pena de 16 anos para Juvêncio Luiz Quintino. Porém, a punição ficou em 13 anos e quatro meses, devido à idade do réu ser maior do que 70 anos e pior, ainda caberá recurso da defesa de Juvêncio até instâncias como o Superior Tribunal de Justiça.  

A sensação de injustiça por parte de familiares e amigos da vítima, mesmo com a pena aplicada depois de seis anos de espera pelo julgamento - mostra-se particularmente cruel com a sociedade de bem na última fase das ações criminais, com os chamados recursos em favor do condenado. 

A imagem da Justiça como uma deusa de olhos vendados representando o ideal de imparcialidade que os tribunais devem almejar em suas decisões traz o sentimento, no caso brasileiro, da faixa que cobre os olhos da Justiça que apenas serve, no mais das vezes, para lembrar que ela não enxerga aquilo que está nas entranhas do cidadão brasileiro: a sensação de injustiça e impunidade.

Como Juvêncio Luiz Quintino sai desalgemado do júri popular que o considerou culpado, ainda podendo conviver em sociedade e responder em liberdade pelo ato atroz que cometeu? A Justiça não pode continuar de olhos fechados para tamanha injustiça. Trata-se de uma situação de alta gravidade e que precisa ser corrigida. 

Um lenitivo é o exemplo positivo que temos em Gaspar, com a atuação da juíza Graziela Shizuicho Alchini e da promotora Chimelly Louise de Resenes Marcon, que mostram braços fortes em casos como do júri popular de Juvêncio Luiz Quintino, entre outros certames. 

Confira abaixo a cobertura completa do caso: 

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(Atualização: 23/07/2015 - 20h42)

Taxista é condenado a 13 anos e quatro meses de prisão

"Julgo procedente a denúncia para condenar o réu Juvêncio Luiz Quintino ao cumprimento da pena de 13 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado". A frase proferida pela juíza da 3ª Vara da Comarca de Gaspar, Graziela Shizuiho Alchini, pontualmente às 20h37 desta quinta-feira, 23 de julho, causou certo alívio à família de Flávio dos Santos. Juvêncio Luiz Quintino, de 71 anos, foi condenado culpado pelo assassinato em plena luz do dia do então colega de trabalho. O crime aconteceu em novembro de 2008 e, há seis anos e oito meses, familiares da vítima aguardam por justiça. 

Vanessa Mara dos Santos, filha de Flávio, diz que a família ficará realmente tranquila quando o criminoso estiver na cadeia. "A gente agradece muito a promotoria, ao júri e ao nosso advogado. A sessão foi muito boa, mas sabemos que existem muitas brechas na lei, que beneficiam mal feitores", desabafa a jovem de 25 anos.

Vestindo camisas brancas estampando o rosto de Flávio e a palavra justiça, familiares e amigos do taxista acompanharam de perto todo o julgamento. O irmão da vítima, Flaviano dos Santos, é uma das pessoas que aguardaram até o último minuto para saber o veredito final. "Nós queríamos mesmo é que ele saísse daqui (do julgamento) de cabeça baixa, chorando. Mas ele saiu pela porta da frente. Não estou contente com o resultado mesmo", desabafa. 

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Sentença

No veredito final do caso Flávio dos Santos ficou estabelecido uma pena de 16 anos para Juvêncio Luiz Quintino. Porém, conforme leitura proferida pela juíza Graziela, ela ficou estabelecida em 13 anos e quatro meses devido à idade do réu ser maior do que 70 anos.

Agora, a defesa tem cinco dias para entrar com recurso sobre a decisão. Dimian Elder Rosini, advogado de Juvêncio, diz que o próximo passo é se reunir com o cliente para definir o que será feito. Caso a defesa não entre com recurso em até cinco dias, será expedido um mandado de prisão e Juvêncio será conduzido ao presídio.

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(Atualização: 23/07/2015 - 20h17)


A segunda etapa de finalização do júri popular do caso Flávio dos Santos chega ao fim. Às 20h, o advogado de defesa finalizou sua apresentação de argumentos aos sete jurados e agora eles se encontram reunidos com as autoridades para definir o destino do caso. O veredicto deve sair em instantes.

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(Atualização: 23/07/2015 - 18h20)

Pouco depois das 18h, o julgamento do taxista Juvêncio Luiz Quintino, acusado de assassinar o colega de trabalho, Flávio Santos, em novembro de 2008, foi retomado após um breve intervalo. A sessão caminha para o final e a previsão, segundo a promotora Chimelly Louise de Resenes Marcon, é de que encerre ainda na noite desta quinta-feira, 23, por volta das 21h. 

As últimas horas de julgamento serão divididas em três etapas. Primeiro acontece a última explanação do caso, feita pelo Ministério Público. Logo após, quem tem o uso da palavra é o advogado de defesa, Dimian Elder Rosini. Após serem ouvidos os dois lados será a vez de os jurados tomarem suas decisões e da juíza Graziela Shizuiho Alchini ler o veredito final da sessão, condenando ou não Juvêncio pela morte de Flávio.

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Juvêncio alega ter sido agredido e dá detalhes sobre morte do taxista

(Atualização: 23/07/2015 - 14h)

O relógio marcava 12h11 quando Juvêncio Luiz Quintino, de 71 anos, sentou em frente à juíza, promotora e advogados para falar sobre o dia 6 de novembro de 2008, quando um tiro tirou a vida do taxista Flávio Santos. O acusado lembra aquele dia com clareza, afirmando que, pela manhã, eles tiveram uma discussão. Na parte da tarde, momentos antes do acidente, Juvêncio conta que estava de costas, mexendo no seu carro, quando ouviu a porta de outro carro bater, informando que Flávio havia chegado ao ponto de táxi. "O Flávio aquele dia me deu um chute na bunda e um soco nas costas. Eu fui assaltado, então sempre carregava uma arma no bolso. Quando eu caí, disparei o primeiro tiro contra a guarita do taxi. Aí ele ficou me encarando. Vi que ele vinha novamente e mirei para disparar contra a janela da vidraçaria e infelizmente pegou nele. Quando vi que ele foi atingido me retirei para não dar encrenca com os irmãos dele", detalhou. 

Juvêncio contou ainda que, após atirar, ficou escondido por quatro dias no meio do mato, na chácara de uma irmã, na cidade de Brusque. Ele acredita que esqueceu a arma nessa casa e que os sobrinhos deram fim ao objeto.

Quando interrogado pela promotora Chimelly Louise de Resenes Marcon, Juvêncio respondeu que não mirou para acertar o tiro em Flávio e que atirou apenas para que o homem se afastasse e ele conseguisse sair do local. Em frente às autoridades, ele afirmou ainda que apenas não chamou pelo socorro por medo da família de Flávio.

Ainda durante a manhã, foram ouvidas as testemunhas do caso. O júri popular segue até o final do dia. 

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Cercado de expectativa, júri popular de taxista inicia

(Atualização: 23/07/2015 - 9h45)

O clima de tensão e de muita expectativa toma conta da sala de conferências da Ordem dos Advogados do Brasil, OAB. Começou às 9h35 desta quinta-feira, 23 de julho, o julgamento do taxista Juvêncio Luiz Quintino, de 71 anos, acusado de assassinar o também taxista Flávio dos Santos, em novembro de 2008. A juíza da 3ª Vara da Comarca de Gaspar, Graziela Shizuiho Alchini, abriu o julgamento realizando o sorteio dos jurados selecionados para o caso. No total, foram sorteadas sete pessoas - quatro homens e três mulheres.

Com camisas brancas estampando o rosto de Flávio e a palavra justiça, familiares e amigos do taxista se encontraram em frente ao Fórum de Gaspar para aguardar a liberação para assistirem ao julgamento. Vanessa Mara dos Santos tem 25 anos e é filha de Flávio. Para ela, este é um dos momentos mais aguardados dos últimos anos. "Todo ano esperávamos que esse julgamento acontecesse. Queremos voltar a ter paz. Precisamos dar um rumo novo em nossas vidas. Esperamos muito por essa condenação", desabafa a jovem, que tem outros dois irmãos.

Promotora e advogado de defesa falam sobre o caso

A promotora Chimelly Louise de Resenes Marcon, que atua na acusação do réu, explica que o crime se trata de um homicídio qualificado. "A vítima foi pega de surpresa, não pôde se defender. O Ministério Público se solidariza com os familiares de Flávio, com a angústia de esperar por tanto tempo para este julgamento". Caso seja condenado, a pena mínima para Juvêncio será de 12 anos. "Se ele pegar mais de 12 anos, deverá haver uma redução devido à idade de Juvêncio. Mas, se houver condenação, 12 anos é o mínimo", explica. A promotora Chimelly diz ainda que entende a indignação da família. "A briga aconteceu por uma corrida de taxi. Foram R$ 8,00 que geraram, até agora, uma punição de dois meses", salienta. 

Juvêncio Luiz Quintino tem 71 anos e, antes de o julgamento começar, já se encontrava na sede da OAB. Sentado em uma cadeira ao lado do advogado Dimian Elder Rosini, retirou do bolso da calça um lenço de pano e, por diversas vezes, secou as lágrimas que insistiam em cair pelo rosto. Segundo o advogado de defesa, este é um caso muito delicado. "O Juvêncio não nega ter puxado o gatilho. Esta foi uma situação lamentável, que não deveria ter acontecido. Mas ele agiu em legítima defesa".

O julgamento deve seguir, pelo menos, até o final da tarde, quando será anunciado o veredicto final. 

Edição 1708

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(Atualização: 22/07/2015 - 9h)

O taxista Juvêncio Luiz Quintino, 71 anos, acusado de assassinar o também taxista Flávio dos Santos (foto), em novembro de 2008, será julgado nessa quinta-feira, dia 23. A sessão está marcada para as 9h, na sala de conferências da Ordem dos Advogados do Brasil, OAB, de Gaspar, ao lado do prédio do Fórum. O acusado responde por homicídio qualificado e será submetido a júri popular.

O julgamento ocorre seis anos e oito meses após o crime. A titular da 3ª Vara da Comarca de Gaspar, juíza Graziela Shizuiho Alchini, comanda o júri. A duração do julgamento dependerá do andamento, mas a expectativa é de que uma decisão possa ocorrer até o período da tarde. Juvêncio responde ao processo em liberdade.

Flávio foi assassinado com um tiro no rosto no fim da tarde do dia 6 de novembro de 2008, uma quinta-feira, em um ponto de táxi localizado na rua São José, próximo à lanchonete Alfa. Ele chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado ao Hospital Santa Isabel, mas não resistiu. Quatro dias depois, Juvêncio compareceu à Delegacia de Polícia Civil de Gaspar e assumiu a autoria do crime. Ele alegou que teria atirado por legítima defesa, após uma discussão entre os dois taxistas por causa de corridas.

Em uma postagem nas redes sociais, o irmão de Flávio, Flaviano Santos, relembrou o drama vivido e manifestou o desejo de justiça de toda a família. "Acreditamos na lei de Deus, mas ainda assim temos esperança de ver o responsável por esta tragédia pagando pelo que fez diante da lei dos homens", publicou.

Veja o vídeo do assassinato:



Clique AQUI para ler a matéria do assassinato e AQUI para conferir as informações do momento em que Juvêncio se apresentou na Delegacia.
 
 
 
Edição 1707
 

Comentários

Beto
24/07/2015 08:05
Justiça foi feita, agora ele tem que cumprir a pena o quanto antes.

Este sujeito não pode ficar em liberdade pois em qualquer discussão ele irá sacar de uma arma e atirar.

Ele já havia baleado uma pessoa em Blumenau alguns anos atrás, felizmente aquela pessoal não morreu.

Esse sujeito não pode viver em sociedade.

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