Associação abandonada é usada como ponto de drogas em Gaspar - Jornal Cruzeiro do Vale

Associação abandonada é usada como ponto de drogas em Gaspar

25/11/2016

Por Geraldo Genovez

Matos por todos os lados, sujeira e bagunça. Com indícios de tentativas de incêndio e sinais de uso de drogas no local, a Associação Colina, mais conhecida como Associação do Hospital de Gaspar, era utilizada pelos funcionários do hospital e, hoje, está abandonada. O descuidado é visível logo na entrada do terreno, onde fica a guarita. Ao redor, estão jogados restos de construção civil, tubos de concreto, movéis velhos, lixo e até um veículo que já foi utilizado como ambulância.

A sede da associação possui um espaço amplo e é dividido em recepção, cozinha, banheiros, churrasqueira e uma cancha de bocha, ambientes tomados pela sujeira, mau odor e entulhos. Parte da sua estrutura física, composta por colunas de madeira, pode, inclusive, estar comprometida. A sua atual realidade assusta mais ainda quando comparada há alguns anos, quando eram realizadas diversas confraternizações e até reuniões importantes para o município.

Situada na rua José Krauss, no bairro Sete de Setembro, em frente ao Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, o espaço pode estrar sendo utilizado como ponto de consumo de drogas e isso tem incomodado e procupado a comunidade local. A reportagem do jornal Cruzeiro do Vale foi informada sobre a situação por meio de uma denúnica anônima e foi investigar o caso.

Conforme conta Luis Carlos de Oliveira, o Calinho, proprietário do Raio-X tercerizado instalado no hospital, a associação foi construida com recursos dos funcionários da época e com a mão de obra de Mário Simão. “Nós queriamos um local para nos reunir. Então, tivemos a ideia de utilizar o terreno, que era propriedade do hospital. Todas as questões burocráticas foram cuidadas pra que nada saísse errado”.

Calinho afirma que fez parte da direção da Associação Colina e que o local perdeu força quando o hospital passou por uma situação crítica. “Os funcionários acabaram se desmotivando e deixaram a associação de lado. Durante as obras da Sul Brasil, que reconstruia a sede, eles utilizaram o espaço da associação como rancho para guardar os equipamentos e materiais de construção. Desde então, com a chegada de novos funcionários, ninguém teve interesse ou foi atrás para reerguer a Colina. Eu até tentei, mas parece que o terreno foi doado como forma de pagamento a um funcionário que entrou com uma ação trabalhista”, revela.

O que diz o atual administrador

O atual administrador do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Giovani Bernardi, afirma que, por ser uma questão mais antiga, não tem conhecimento amplo do problema. “Temos a escritura do terreno e ele pertence ao hospital. Quanto ao veículo utilizado como ambulância anos atrás, ele ainda está em processo de penhora e, por isso, deve permanecer naquela situação”. Giovani afirma que vai investigar o histórico da Associação Colina por meio de funcionários mais antigos.

 

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Fonte G1

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