
Com recursos já anunciados pelo governo federal, três novas unidades de saúde de Gaspar ainda permanecem em fase final de projetos. O assunto foi levantado na última semana pelo vereador José Hilário Melato (PP). Em um requerimento destinado à Secretaria de Saúde, o parlamentar questiona se os recursos federais previstos para a construção das novas unidades ainda estão garantidos para o município e cobra agilidade na definição sobre as construções.
Em discurso na tribuna, o vereador lembrou que o município encontrou dificuldades para localizar os terrenos nos bairros em que seriam construídas as novas unidades de saúde. ?Nossa preocupação ocorre porque, no ano passado, quando estivemos em Brasília, esses recursos estavam garantidos e até disponíveis para Gaspar. Quero acreditar que o município esteja trabalhando para tirar esses projetos do papel e me nego a acreditar que nós, de repente, vamos perder esses recursos?, pressionou Melato.
A secretária de Saúde de Gaspar, Márcia Cansian, informa que atualmente os novos postos de saúde estão na fase de conclusão do projeto arquitetônico, trabalho realizado pela Secretaria de Planejamento. O prazo para a expedição das ordens de serviço vai até o final do ano e, por isso, o município corre contra o tempo para concluir as etapas e lançar as obras em tempo de aproveitar os recursos federais. ?Estamos em conversas constantes com a Secretaria de Planejamento para acompanhar a situação. Estamos fazendo o possível, mas dependemos também dos engenheiros e arquitetos para estes trabalhos?, pontua a secretária.
Os recursos são destinados à construção de três novas unidades de saúde. Uma delas será o Margem Esquerda 2, que ficará no Loteamento das Arábias, nas margens da BR-470, para atender também moradores do Sertão Verde e do Belchior Baixo. A segunda ficará no Poço Grande, em área doada pela associação de moradores, e o terceiro posto previsto é para o bairro Gasparinho Quadro, a ser construído em terreno próprio da Prefeitura.
Valores
Cada unidade tem custo previsto de R$ 500 mil e receberá R$ 406 mil do Ministério da Saúde. A primeira parcela destes valores, que corresponde a R$ 86 mil para cada posto de saúde, já foi depositada, mas ainda não foi aplicada. Se o ministério não fizer a prorrogação do prazo, as obras têm que ser feitas de imediato, segundo a secretária. Apesar de se mostrar confiante, ela não descarta a possibilidade de o município perder o aporte federal. ?Sempre se corre esse risco. São recursos que não vão ficar à disposição ad eternum, por isso o assunto é uma preocupação nossa. O prefeito também tem cobrado muito da Secretaria de Planejamento. É um compromisso do município e temos que assumir?, finaliza a secretária.
Edição 1639
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