
(Atualização: 08/07/2015)
A Câmara de Vereadores de Gaspar adiou para agosto a votação do projeto de lei complementar 4/2015, que busca dar mais flexibilidade ao governo para a redistribuição de servidores entre secretarias. Com apoio de mais vereadores na votação, o requerimento do vereador Ciro Quintino, PMDB, foi a base para o projeto ser prorrogado na sessão desta terça-feira, dia 7.
A proposta tramita desde dezembro do ano passado e, segundo a justificativa do projeto, busca dar mais eficiência à administração pública e reduzir a necessidade de contratação de servidores temporários.
Câmara vota projeto sobre redistribuição de servidores (Atualização: 07/07/2015)
A Câmara de Vereadores de Gaspar vota nesta terça-feira, dia 7, o projeto de lei complementar 4/2015, que busca dar mais flexibilidade ao governo para a redistribuição de servidores entre secretarias. A proposta tramita desde dezembro do ano passado e, segundo a justificativa do projeto, busca dar mais eficiência à administração pública e reduzir a necessidade de contratação de servidores temporários.
Segundo o vereador Amarildo Rampelotti, PT, líder do governo, a proposta surge para permitir que servidores lotados em uma pasta possam ser deslocados para outra em que haja necessidade de funcionários do mesmo cargo. ?Para citar um exemplo, o governo pretende contar com um procurador em cada secretaria, porque na Educação, por exemplo, a demanda de leis para serem analisadas no dia a dia é enorme. Hoje, se o servidor não quiser ir (atuar em uma secretaria), não há o que fazer, mesmo ele estando lotado na prefeitura. Quando um servidor faz um concurso, ele está sendo contratado para trabalhar para o município, e não para uma secretaria específica?, argumenta Rampelotti.
A mudança não afetará cargos específicos como professor, no caso da educação, e médicos e enfermeiros, na saúde. ?Mas em casos como zelador, motorista ou merendeira, por exemplo, a flexibilização pode ajudar. Muitas vezes tem gente sobrando em uma secretaria e faltando em outra. Essas são alternativas para dinamizar o serviço público?, alega.
Sindicato é contra
O Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Gaspar, Sintraspug, já se posicionou de forma contrária ao projeto. Entre as justificativas, além do embasamento legal, estão a possibilidade de servidores serem prejudicados por perseguições em administrações futuras e o prejuízo que profissionais que já atuam há muitos anos em uma estrutura possam sofrer ao ter que se deslocar para outra instituição. O sindicato, inclusive, convidou servidores para acompanharem a sessão da Câmara e manifestarem o descontentamento com a proposta.
Segundo Rampelotti, o projeto não interfere na situação de servidores do Samae, uma autarquia com estatuto próprio, e nem da Fundação Municipal de Esportes, FME. Pelo projeto, funções de magistério, fiscais, agentes de trânsito, técnico em Vigilância Sanitária e profissionais técnicos da área da saúde, como médicos, dentistas, enfermeiros e outras especialidades, também ficariam excluídos das novas normas para redistribuição.
Edição: 1703
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