
Por Geraldo Genovez
O Dia de Finados está chegando e as celebrações para lembrar a memória daqueles que já se foram vão movimentar os cemitérios e igrejas no dia 2 de novembro. Nos dias que antecedem o Dia de Finados, os cemitérios de Gaspar recebem grande movimentação de pessoas para realizar a manutenção, limpeza e renovação das flores que enfeitam os jazigos.
Quando o 2 de novembro se aproxima, grande partes das pessoas remetem a data às lembranças de pessoas que foram enterradas nos cemitérios. Porém, outra forma de sepultar um ente querido que partiu é a cremação, prática que parece nova, mas que é praticada há anos.
De acordo com o proprietário da Funerária Graciola, Almir Zuchi, muita coisa mudou desde que a funerária foi instalada em Gaspar, em 1988. Ele afirma que o número de famílias que optam pela cremação aumentou, porém a maioiria ainda prefere o enterro tradicional. “Gaspar contabiliza de 18 a 20 óbitos por mês. Destes, só um ou dois corpos que são cremados. Mas, anos atrás, o número de cremações chegava a zero”, afirma.
Ainda de acordo com Mirinho,o processo de preparo do corpo para o sepultamento e para a cremação é o mesmo. Seja em casos de morte violenta, quando o corpo é buscado pelo IML; morte em residência, quando é necessário o atestado médico declarando o óbito; ou em hospital, quando tudo já vem pronto; a preparação segue a mesma sequencia. “O que pode variar é o tempo, que muda conforme o estado do corpo”, explica.
Existem dois tipos de cremação: a imediata e a feita após o enterro tradicional. Conforme explica o diretor do Cemitério São José, de Blumenau, Alcione Alvin da Silva, no primeiro caso a cremação é feita logo após o falecimento. Já no segundo caso, a cremação acontece quando a família opta pelo ato anos após a morte. “Neste segundo caso, o tratamento térmico é realizado, na maioria das vezes, para que o túmulo possa ser ocupado por outra pessoa da mesma famíia”, explica Alcione.
O fato de a famíia optar pela cremação não impede que sejam feitas cerimônias de despedida. Depois de concluído o processo de cremação, a família pode escolher se deseja ficar com as cinzas em uma urna ou se quer deixá-la no cemitério para que possam visitar, fazer orações e participar das missas que acontecem no local.
O Cemitério São José possui 152 anos e, desde 2004 atua com cremação. Neste período, cerca de mil cremações já foram realizadas. Deste número, aproximadamente metade das famílias optou em levar as cinzas e o restante deixou a urna no cemitério.
Quando Francisco Hostins faleceu, em maio deste ano, a família já conhecia sua vontade de ser cremado. Conforme conta o filho do ex-prefeito de Gaspar, Junior Hostins, seu Chico possuía o plano de cremação desde que a opção foi criada pela DL Cor Convênios. “Meus pais decidiram migrar para este plano quando a DL Cor abriu essa opção. Foi uma decisão dele e de minha mãe. Meu pai sempre foi um grande defensor da natureza. Fazia reciclagem de lixo e tinha plena consciencia de que a cremação era a forma menos prejudicial à natureza”, conta Junior.
O corpo de Chico Hostins foi velado na Câmara de Vereadores de Gaspar e, posteriormente, na Igreja Matriz São Pedro Apóstolo. Ele foi cremado em Blumenau e, após a conclusão, as cinzas foram levadas em uma urna até o Cemitério Municipal de Gaspar, onde foi guardada no jazigo dos pais, Hercílio e Bárbara Hostins.
Ainda conforme Junior, a família foi questionada pela escolha da cremação. “É algo novo. Mas, como Cristãos, sabemos que nosso corpo terreno é passageiro. Nossa alma e as lembranças é que são eternas. A memória de nosso pai, assim como dos demais entes queridos das outras famílias, permanece eternizada em nossos corações, independente da forma que é realizado o funeral”.
Assim como a família de Chico Hostins, os familiares de Elisabeth Moser Sabel também já sabiam de sua vontade de ser cremada. Quando a senhora faleceu, há cerca de quatro anos, os filhos respeitaram sua vontade e realizaram a cremação. “Ela não queria ser enterrada. Pediu que, quando partisse, seu corpo fosse cremado e suas cinzas jogadas ao mar. E assim foi feito: meu pai subiu em um costão e, das pedras, jogou as cinzas”, conta o filho de Elisabeth, Giovanny Moser Sabel.
Centro
Paróquia São Pedro Apóstolo
Quarta-feira, dia 2, missa na paróquia às 8h
Barracão
Paróquia Nossa Senhora do Rosário
Quarta-feira, dia 2, missa na paróquia às 9h
Bela Vista
Paróquia Imaculada Conceição
Quarta-feira, dia 2, missa na paróquia às 9h30

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