Começa o júri popular dos acusados de assassinar homem em Ilhota - Jornal Cruzeiro do Vale

Júri popular condena assassinos de homem em Ilhota a 30 e 16 anos de prisão

30/11/2016
Júri popular condena assassinos de homem em Ilhota a 30 e 16 anos de prisão
Notícia postada em 30/11/2016 - 20h40


Depois de oito horas de julgamento, os sete jurados sorteados para o júri popular condenaram os envolvidos no assassinato de Ilandir Borba, no Braço do Baú, em Ilhota, em junho de 2011. Vilmar Antônio Cassiano, mandante e executor do crime, foi condenado a 30 anos de prisão; e Natalicio Ferreira Duarte, executor do assassinato, pegou 16 anos de reclusão. Os dois cumprem a pena em regime inicialmente fechado.

A sentença foi lida pela juíza da 3ª Vara da Comarca de Gaspar, Graziela Shizuiho Alchini, por volta das 18h30 de quarta-feira, 30 de novembro. Após a condenação, os assassinos foram encaminhados ao Presídio Regional de Blumenau, onde vão cumprir pena.

A condenação

De acordo com a sentença, Vilmar Antônio Cassiano pegou 30 anos de prisão por ser o mandante e executor do crime, praticado por motivo denominado fútil. Na pena, foi acrescido ainda o fato de o assassino ter antecedentes criminais. Vilmar foi condenado a pena máxima estipulada para este tipo de crime.

Já Natalicio Ferreira Duarte foi condenado a 16 anos de reclusão por ter participado e ser executor confesso do crime. Em seu depoimento, ele confessou participação no assassinato e afirmou que foi induzido por Vilmar, que ofereceu uma motocicleta como pagamento pelo crime.

Como não possuíam advogados, Vilmar e Natalicio foram defendidos por advogados nomeados e pagos pela justiça. Doutor Jorge Alberto de Andrade foi o responsável pela defesa de Natalicio e doutora Bárbara Oliveiri por defender Vilmar.

A promotora Chimelly Louise de Resenes Marcon atuou na acusação de Natalicio e Vilmar e a juíza Graziela Shizuiho Alchini foi a responsável pelo andamento do júri.

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Notícia postada em 30/11/2016 - 10h

Acusados de assassinar homem em Ilhota são julgados em Gaspar

Pontualmente às 9h24 desta quarta-feira, 30 de novembro, a juíza da 3ª Vara da Comarca de Gaspar, Graziela Shizuiho Alchini, deu início ao júri popular dos acusados pelo assassinato de Ilandir Borba, de 44 anos, em junho de 2011. O julgamento teve início com o sorteio dos jurados e, logo em seguida, os acusados Vilmar Antônio Cassiano e Natalicio Ferreria Duarte entraram na sala para acompanhar a segunda parte do júri, onde são ouvidas as testemunhas.

Durante toda a manhã, serão ouvidas três testemunhas por parte da acusação e duas por parte da defesa de Vilmar. O advogado de Natalicio não apresentou testemunhas para o caso. Ainda antes do meio dia os dois acusados serão interrogados.

De acordo com a promotora Chimelly Louise de Resenes Marcon, que atua na acusação dos réus, a previsão é de que o júri se estenda até a noite e que a sentença seja liga por volta das 23h.
Os advogados de defesa dos dois acusados não autorizaram a imprensa a tirar fotos dos clientes.

Promotora Chimelly Louise de Resenes Marcon vai atuar na acusação e juíza Graziela Shizuiho Alchini é a responsável pelo júri.
 Dr. Jorge Alberto de Andrade atua na defesa de Natalicio Ferreira Duarte e Dra. Bárbara Oliveiri defende Vilmar Antônio Cassiano.

 

Entenda o caso

Ilandir Borba, de 44 anos, foi assassinado em 17 de junho de 2001, na localidade do Braço do baú, em Ilhota. Seu corpo foi encontrado no quarto, próximo a cama, com uma perfuração no pescoço.

O homem trabalhava como chacreiro do local há quatro meses e a casa pertencia a Jonas Maria Ribeiro. Na época, quem encontrou o corpo foi o pai de Jonas, Antônio Ribeiro, que foi até o sítio levar ração para os peixes.

No início, a Polícia Civil trabalhou com a hipótese de latrocínio, roubo seguido de morte, pelo fato de a motocicleta da vítima ter sido roubada no dia do assassinato. Anos mais tarde, em 2011, Natalício Ferreira Duarte, foi preso em Porto Santana, no distrito de Porto Barreiro, no Paraná, acusado pelo crime.

Durante as investigações, a polícia chegou ainda a outro nome envolvido no crime, o de Vilmar Antônio Cassiano. Após, os policiais chegaram a conclusão de que Vilmar seria o mandante do crime e Natalício o responsável pelo assassinato. Segundo os responsáveis pela acusação, Vilmar teria mandado matar Ilmo após discussões sobre caça a animais e por ciúmes da amizade da esposa com a vítima.

 

 

Edição 1779
 

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