Comunidade se reúne na escadaria da Igreja Matriz para protestar contra Reforma da Previdência - Jornal Cruzeiro do Vale

Comunidade se reúne na escadaria da Igreja Matriz para protestar contra Reforma da Previdência

15/03/2017
Comunidade se reúne na escadaria da Igreja Matriz para protestar contra Reforma da Previdência

A escadaria da Igreja Matriz São Pedro Apóstolo, no Centro, será palco de mais um protesto na cidade nesta quarta-feira, 15 de março. Desta vez, a comunidade se mostra contrária a Reforma da Previdência proposta pelo governo de Michel Temer. A manifestação terá início às 18h e pretende reunir grande público até as 22h. Organizada pelo Partido Socialismo e Liberdade, PSOL de Gaspar, a ação conta com a adesão de diversos movimentos sociais de Gaspar, sindicatos, associações e membros de outros partidos.

De acordo Antônio Spengler, presidente do PSOL de Gaspar, a ideia é se alinhar às mobilizações nacionais e promover a união de todos que são contrários à proposta. “Hoje vão acontecer grandes mobilizações em todo o país. Por isso, achamos importante trazê-la para Gaspar também. Queremos mostrar que os gasparenses também defendem os direitos da aposentadoria digna”, conta.

Ainda segundo Antônio, a adesão da comunidade é de extrema importância. “O único meio que temos para barrar a aprovação dessa reforma é indo para as ruas, cobrando dos deputados e senadores. Nem tudo está perdido. A gente acredita que, com bastante mobilização e pressão popular, o congresso nacional recue e não aprove essa reforma”, reitera.

Consequências

Caso seja aprovada, a Previdência sofrerá alterações. Antônio explica os principais fatores que podem prejudicar o trabalhador. “Será estabelecida a idade mínima de 65 anos, tanto para homens quanto mulheres. Além disso, o limite de, no mínimo, 25 anos de contribuição para ter acesso a aposentadoria. Para ter acesso a 100 por cento, o trabalhador terá que contribuir 49 anos. Outra consequência é a extinção da aposentadoria rural. Ou seja, os trabalhadores rurais terão de contribuir seguindo as mesmas regras do urbano. Devemos considerar que em vários estados do Brasil a expectativa de vida não passa dos 67 anos”, destaca.

 

Edição 1792

Comentários

Revoltado
15/03/2017 13:08
Porque, não deixa privado, seria muito melhor, pois o governo não teria o acesso desse dinheiro.

Ou melhor, em que poderíamos optar em qual empresa queremos, privada ou publica.
Tenho muita certeza que a grande maioria iria optar pela privada, pois NINGUÉM quer que nenhum político bota suas mãos.

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