
Mais de 15 milhões. Esta é a dívida do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Os números foram apresentados oficialmente na tarde de terça-feira, 13 de dezembro, ao legislativo e à equipe de novos gestores da Prefeitura de Gaspar. A reunião aconteceu na Câmara de Vereadores de Gaspar e teve como objetivo expor dados sobre o déficit do hospital desde a intervenção feita pela prefeitura.
De acordo com o administrador do hospital, Giovani Bernardi, a cada mês a dívida do hospital sobe R$80 mil, valor proveniente de pagamento de impostos e demais despesas que, segundo Giovani, são deixadas de lado pela falta de verbas. “Hoje temos um déficit de cerca de R$80 mil por mês para tocar a casa e continuar os atendimentos. Desde a intervenção [que aconteceu em 2014], a dívida aumentou R$3,3 milhões”.
Segundo dados apontados pelo administrador, hoje, a receita do Hospital Nossa Senhora do perpétuo Socorro é de R$780 mil, enquanto o custo mensal para se manter ativo é de R$850 mil. Mensalmente, a unidade de saúde recebe da Prefeitura de Gaspar R$420,00 e do Governo do Estado R$11 mil. O restante das entradas são provenientes dos recursos de atendimentos particulares e de convênios. “A prioridade é realizar o pagamento de serviços que, se não forem pagos, impossibilitam o atendimento, como colaboradores e médicos. Além disso, realizamos o pagamento de despesas que geram condições de trabalho aos funcionários do hospital”, argumenta.
Pedro Bornhausen, que assume a chefia de gabinete do governo de Kleber Wan-Dall, em janeiro de 2017, afirma que o atendimento médico da cidade deve se reerguer. “O hospital de Gaspar é uma prioridade, uma pedra a ser lapidada e cuidada. Precisamos zerar essas contas. É extremamente importante que a administração do hospital tenha o levantamento de dados quantitativos e qualitativos para que possamos trabalhar em cima disso nos próximos anos”.
O novo vice prefeito de Gaspar, que também assume no início do próximo ano, também afirma que a avaliação da situação do Hospital de Gaspar deve ser realizada de forma cuidadosa. “Como vereador, venho acompanhando a prestação de contas da intervenção do hospital. Esse aumento de R$3,3 milhões no déficit é bastante expressivo e vai ficar para a próxima administração. A partir do dia 1º de janeiro, vamos ver, junto à administração do hospital, um jeito para reverter essa situação, essa herança deixada pela atual gestão”.
Em maio de 2014, o Hospital Nossa Senhora do perpétuo Socorro somava uma dívida de aproximadamente R$12 milhões. Preocupado com a situação, o prefeito municipal, Pedro Celso Zuchi, assinou o documento que oficializava a intervenção do hospital. Desde então, uma equipe administrativa terceirizada vem cuidando das contas da unidade de saúde.
Dede que a intervenção foi decretada, o prazo para que as contas fossem colocadas em ordem vem sendo prorrogado a cada seis meses. Passados quase dois anos e meio do dia em que a Amorim e Associados Consultoria e Saúde assumiu a administração do hospital, o déficit subiu mais de R$3 milhões e os números preocupam a comunidade e também a equipe que vai governar Gaspar nos próximos anos.

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