Quem passa pela BR-470, no trecho entre Gaspar e Ilhota, já percebeu a movimentação de máquinas das empresas responsáveis pelas obras de duplicação. Durante as últimas semanas, a equipe do consórcio Ivaí-Setep, responsável pelas obras nesse trecho, avançou com algumas frentes de trabalho, principalmente no km 36 da rodovia, próximo ao campo de futebol do clube Ferroviário.
Cristiane Aparecida Borges Muller, 37 anos, mora em frente ao local e afirma que desde o início deste mês a obra caminha em bom ritmo. ?Até pouco tempo, não víamos nenhuma movimentação, mas agora todos os dias vemos as máquinas no local e trabalhadores medindo os terrenos. Ficamos felizes, já que a duplicação é algo que esperamos há anos?, destaca.
O motorista Leonardo Pereira, 26 anos, precisa passar pelo trecho da rodovia quase todos os dias e também já notou a movimentação no canteiro de obras. ?Sempre tem máquina trabalhando. Mesmo assim, não fico muito esperançoso, porque acho que toda a obra já deveria estar bem mais adiantada?, avalia o jovem.
De acordo com informações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, Dnit, há várias frentes de serviço no Lote 2 (Gaspar-Ilhota). Neste momento, a empresa executa os serviços de drenagem, com colocação de geodrenos para consolidar o aterro, e de terraplenagem. O Lote 2, que vai do km 18,6 até o 44,9 da BR-470, totalizando 26,2 quilômetros, é o de maior extensão e valor entre os quatro lotes previstos para a duplicação. O valor total para esse trecho é de R$ 293 milhões e o prazo de execução é de três anos.
Contraste de ritmos
Enquanto as obras no Lote 2 seguem em ritmo ao menos satisfatório, os serviços no Lote 3, que se inicia na região do Belchior, em Gaspar, e segue até Blumenau, compreendendo cerca de 13 quilômetros, pararam nos últimos dias de 2014 e não foram retomados neste ano. Informações dão conta de que os motivos da paralisação seriam atrasos à empreiteira desde outubro do ano passado, porém nem o Dnit e nem a empresa responsável pelo trecho, a Sulcatarinense, confirmam a informação.
De acordo com o Dnit, há poucas frentes de trabalho no Lote 3 devido à demora nas desapropriações. O mesmo acontece no Lote 4 da rodovia, entre Blumenau e Indaial, que é de responsabilidade da mesma empresa e ainda não teve as obras iniciadas em consequência dos problemas com as desapropriações. Ainda segundo o Dnit, o superintendente do estado, Vissilar Pretto, foi a Brasília para solicitar o valor de R$ 29 milhões para pagamento de 55 propriedades localizadas nos lotes 3 e 4. No entanto, a liberação dos recursos depende da aprovação da Lei Orçamentária Anual, LOA, no Congresso Nacional.
Campo do Ferroviário
Com as obras de duplicação no Lote 2, o atual campo de futebol do Ferroviário será cortado e não poderá mais ser usado. Conforme o presidente da sociedade, Chico Anhaia, o Dnit já havia indenizado 45 metros do campo de futebol há algum tempo, mas somente agora irá utilizá-lo. ?Sabíamos que isso ia acontecer. Agora eles devem indenizar a outra parte do campo para fazer as marginais da duplicação. Estamos aguardando por isso?, afirma Chico. Agora, a intenção da sociedade é construir mais um campo de futebol suíço. ?Tínhamos um time que jogava naquele campo, mas já mudou de local. Quando precisarmos de um campo, temos o do Floresta, que fica no bairro. Não acredito que fomos prejudicados, já que a obra trará muitos benefícios para toda a comunidade?.
Situação
Lote 1
(Navegantes): Obras em andamento. Remoção e tratamento de solos moles e terraplenagem.
Lote 2
(Ilhota-Gaspar): Obras em andamento. Serviços de drenagem, com colocação de geodrenos para consolidar o aterro, e de terraplenagem.
Lote 3
(Belchior-Blumenau): Poucas frentes de obras. Há restrições devido à necessidade de desapropriações.
Lote 4
(Blumenau-Indaial): Não há frentes de trabalhos. Depende de desapropriações.
Fonte: Superintendência regional do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre, Dnit
Edição 1664
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