Educação planeja reforma em creche recém-construída - Jornal Cruzeiro do Vale

Educação planeja reforma em creche recém-construída

24/10/2014

fotopg10abre1colorcpiaMD.jpgPor Jean Laurindo

Quando chegou para buscar a filha Isabele, de apenas 2 anos, no Centro de Desenvolvimento Infantil Dorvalina Fachini, às margens da avenida Francisco Mastela, no final da tarde de quarta-feira, a moradora do bairro Sete de Setembro Rosileia Serafim Schmitt se surpreendeu com as queixas da filha, que estava com sede. Após conversar com ela e com outros pais, percebeu que a creche sofria mais uma vez com falta d?água. ?Minha filha e mais quatro amiguinhos estavam em volta de uma garrafa, dividindo o restinho de água. O banheiro também estava uma calamidade. É revoltante porque são crianças que estão ali e sabemos que não é a primeira vez que acontece?, ressalta.

O problema de falta d?água é confirmado pela equipe do CDI Dorvalina Fachini, que atualmente atende 240 alunos. Segundo a coordenadora Grasiana Dalsochio, o rompimento de canos que passam por baixo do pátio interrompeu o abastecimento em pelo menos cinco salas ao longo desta semana. ?Para consumo, a Secretaria de Educação nos enviou galões de água, o problema maior acabou sendo na parte de higiene. Mas de ontem (quarta) para hoje (quinta) o cano foi consertado e voltamos a ter água?, ameniza.

No entanto, outros pais, funcionários e a própria Secretaria de Educação confirmam que o problema não ocorreu apenas nesta semana. Desde fevereiro, quando o CDI foi aberto para os primeiros alunos, rompimentos constantes nos canos provocam vazamentos e deixam a unidade de ensino sem água. A situação já teria ocorrido cerca de 20 vezes. O motivo seria um rebaixamento ocorrido na área do pátio do CDI, que pressiona os canos e provoca os rompimentos.

O engenheiro civil da Secretaria de Educação, Ricardo Paulo Bernardino Duarte, lembra que a creche foi uma parceria entre município e Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, FNDE. Segundo ele, o FNDE apresenta um projeto pronto, que nem sempre é compatível com o solo de cada local. ?No caso daquele CDI, o solo é do tipo Gleissolo, uma espécie de lama preta muito instável. Na obra, foram feitos dois tipos de fundamento. Um no prédio, com estacas pré-moldadas, que respondeu muito bem. No pátio, o modelo utilizado foi o radier, uma laje de concreto apoiada sobre o solo. Como o terreno ali é instável, com o tempo houve o que chamamos de recalque, que é o rebaixamento do solo pela instabilidade do terreno?, explica.

A situação pode ser vista nos pavers que cercam o prédio da creche, que já cederam entre 40  e 50 centímetros desde o início do ano. Na rede de água, o problema ocorre, segundo o engenheiro, porque a tubulação que sai da cisterna, com capacidade para 30 mil litros, passa por baixo da construção e sobe para os ramais. Com o rebaixamento do solo, há pressão sobre os canos, que se rompem.

Solução

A saída provisória quando ocorrem problemas deste tipo vem sendo fechar o abastecimento, acionar a equipe do Samae e abrir as calçadas para consertar os canos, como foi feito nesta semana. No entanto, a solução total do problema depende de um novo projeto de rede hidráulica, sanitária e pluvial (veja detalhes abaixo). ?É importante lembrar que não há qualquer problema ou risco estrutural no CDI. O prédio foi feito com sistema de estaqueamento e tem 100% de segurança. A única situação que ocorre é um desnível maior na área do pátio, que vem gerando esses problemas?, reforça o engenheiro.

Reforma deve custar R$ 204 mil

fotopg10abre3colorMD.jpgO projeto de reforma para instalar a nova rede hidráulica foi elaborado ao longo dos últimos três meses e, nesta semana, foi enviado para o Departamento de Compras da prefeitura. O órgão será responsável por realizar a licitação para a instalação da nova rede hidráulica, sanitária e fluvial, em processo que deve ocorrer em regime de urgência.

Segundo a Secretaria de Educação, o custo previsto para a reforma é de R$ 204 mil - o que representa aproximadamente 11% do R$ 1,8 milhão que foi investido na construção da creche. Pelo projeto, a rede hidráulica passaria por cima do prédio, sem sofrer mais intervenções com o chamado recalque. Já as tubulações sanitária e pluvial seriam fixadas na parte inferior da laje, também ficando imune aos efeitos do rebaixamento do solo.

Além das novas redes hidráulica, sanitária e fluvial, o projeto prevê ainda uma extensão da cobertura na área externa do CDI e uma nova laje ao longo do pátio, que ganhará também um reforço do piso, com estaqueamento e cerâmica. ?Com essas melhorias, o problema que infelizmente surgiu será resolvido?, garante a secretária de Educação, Marlene Almeida.

Obras vão impedir plantão em janeiro

O cronograma do projeto de reforma do CDI prevê que as obras durem quatro meses. Nos primeiros 30 dias, que devem coincidir com o mês de janeiro, os trabalhos exigirão que o CDI não receba alunos. Em função disso, não haverá plantão para atender as crianças da unidade no mês de janeiro, como costuma ocorrer nas outras instituições de educação infantil. O restante da obra, porém, deve ocorrer nos meses de fevereiro, março e abril, já com aulas, isolando salas alternadamente.

Questionada sobre se a escolha do terreno foi acertada, a secretária frisa que em projetos do FNDE há exigências como o limite mínimo do terreno, que é de 40 metros x 70 metros, e que é difícil encontrar áreas com estas dimensões, sobretudo no bairro Sete de Setembro, onde havia a maior carência por creche. Segundo a secretária, as mudanças na tubulação não foram feitas antes da conclusão da obra porque o projeto do FNDE não permitiu alterações. ?Como agora a obra já foi concluída e é do município, as alterações poderão ser feitas. Acredito que a localização é excelente, acessível para pais e funcionários, elogio também a estrutura de salas, mas infelizmente tivemos esse problema. O importante é que, mesmo questionando a situação, os pais são parceiros do CDI, participam ativamente e estão sendo compreensíveis?, destaca a secretária. 

Edição 1634
 

Comentários

Pedro
28/10/2014 11:16
Em menos de 1 ano varios problemas ja ocorreram,onde esta a garantia
da empresa contratada para fazer o predio.
Emanuel Schmitt
24/10/2014 22:15
Sério?????? 204 mil para reformar???? Ta louco, estou totalmente descrente com as obras publicas, se fosse em um terreno qualquer na cidade com tudo certinho iria pelo menos uns 5 fiscais diferentes da Prefeitura Municipal de Gaspar na obra ver como esta sendo feita, e principalmente se eu tivesse pego dinheiro dos bancos publicos, ai sim a burocracia seria grande....Bom, sem delongas....( Sem comentários ).
paulo cesar
24/10/2014 11:56
só uma coisa creche não é deposito de criança creche é lugar para ensino
cecilia werner
24/10/2014 10:51
Educação e igiene precisa ser redobrada para que as crianças não se contaminan por virús e bactérias que são infectadads através da salíva e outras moleculas . varias doenças circulam em ambiente que falta conhecimentos . (exemplo )se não houver toalhas descartaveis copo a copo dividir garafinha de àgua ao mesmo gargalo se não igienisar as mãos com algool 70 isso fas que as crianças pode ser contaminadas e se as famílias em casa não cumprir as leis da igiene poderão ser afetadas pode lastrar facilmente estes novos virús que estão ameaçando o nosso planeta devemos levar a sério a higiene para envitar uma ipedemia mundial aliás uma fatalidade terrestre.

Deixe seu comentário


Seu e-mail não será divulgado.

Seu telefone não será divulgado.