Gaspar chega a metade do ano sem homicídios registrados - Jornal Cruzeiro do Vale

Gaspar chega a metade do ano sem homicídios registrados

03/06/2016

Com pouco mais de 60 mil habitantes, Gaspar pode ser considerada, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, uma cidade segura. A OMS determina que, para uma cidade com a população de Gaspar, a taxa aceitável de homicídios seja inferior a 6 para o grupo populacional. Chegando ao sexto mês do ano, a cidade não registrou nenhum assassinato em 2016. “É um dado que nos deixa muito satisfeitos”, comenta Egídio Maciel Ferrari, delegado da Polícia Civil de Gaspar.

Na avaliação do delegado, o que pode ter contribuído para o índice é o combate ao tráfico de drogas. “O crime de homicídio deve ser visto de vários ângulos e não dá para medir a segurança da cidade pelo número de homicídios. Em Gaspar, nos últimos quatro anos, o homicídio particularmente está muito ligado ao tráfico de drogas por conta das disputas e das cobranças feitas entre os envolvidos. E a força policial tem combatido fortemente essas ações”, diz o delegado. Ele ainda afirma que atualmente as pessoas que comandavam o tráfico na região estão presas. “Claro que não acabou o tráfico, mas está sem aquela organização”, ressalta.

Roubos e desavenças

Se por enquanto os homicídios não geram novas investigações para a força policial em Gaspar, os casos de roubos, furtos e desavenças crescem. De acordo com o delegado da Polícia Civil, Egídio Maciel Ferrari, os crimes de roubos, que podem virar latrocínios, são os que mais preocupam a polícia na cidade atualmente. Outra gama, as desavenças com brigas e ameaças são motivos de Boletim de Ocorrência todos os dias na delegacia de Gaspar. Segundo o delegado, todos os dias mais de uma ocorrência do tipo é registrada na cidade. “Uma em mil ameaças ou brigas dessas acabam em crimes sérios, mas temos que atender todas”, comenta o delegado. A demanda é absorvida também pela Polícia Militar. “Às vezes as brigas nem geram B.O., mas geram chamado e tiram o policial que poderia estar atendendo outra coisa, mais grave, da rua para um chamado de briga da vizinho e discussão”, pontua Heintje Heerdt, comandante da Polícia Militar do município.

 

Edição 1752

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