Gasparenses reativam grupo de adoção Ato de Amor - Jornal Cruzeiro do Vale

Gasparenses reativam grupo de adoção Ato de Amor

09/09/2016
Gasparenses reativam grupo de adoção Ato de Amor

Por Geraldo Genovez

Divulgar os processos que giram em torno da adoção de uma criança, motivar os casais que estão na fila de espera, esclarecer dúvidas e trocar experiências. Esses são os principais objetivos do grupo de adoção Ato de Amor, reativado há algumas semanas em Gaspar.

Gilson Scottini e Patrícia Wolff Waltrick Scottini são os responsáveis por retomar as atividades do grupo. Patrícia conta que o casal está há cerca de um ano na fila de adoção e que decidiram reativar o grupo para trocar experiências com pessoas que estão na mesma situação que eles. “Tomamos frente do grupo e enviamos convites aos casais de Gaspar que estão na fila de espera. Essa é uma forma de promover a adoção e fazer o bem. Com a adoção, as crianças vão encontrar uma família e receber todos os cuidados que precisam”. O primeiro encontro do grupo aconteceu no dia 30 de agosto, reuniu cerca de 20 casais e teve como tema ‘Tempo de florescer’. “Nesse primeiro encontro eu falei sobre as adaptações que devem ser feitas antes e depois da adoção. Assim como na gravidez, é necessário que haja muito planejamento, para garantir que a criança tenha um suporte familiar adequado e que a família seja muito feliz”, afirma.

Ainda segundo Patrícia, a chegada de um filho adotivo envolve questionamentos e sentimentos, e isso deve ser pensado com muito carinho. “Não há mal nenhum em se questionar. Em pensar de novo, e de novo. Os motivos que vem de fora passam, mas a certeza que vem de dentro é o que dá suporte para lidar com as milhares de sensações que essa nova vida vai trazer”.

Grande espera

Há três anos, Gil Vicente Pereira e Bruna Mellato Pereira decidiram aumentar a família. Desde então, eles passam por todo o processo que envolve a adoção de uma criança e a preparação para serem os responsáveis por uma nova vida. “Começamos a reunir toda a papelada em 2013. Depois, fizemos um curso preparatório, conversamos com uma psicóloga e recebemos uma assistente social. E só esse ano entramos oficialmente na fila de adoção”, conta Bruna, que participou ao lado do marido do primeiro encontro do grupo Ato de Amor. “Nas reuniões, nós podemos trocar experiências com outros casais e dividir nossas histórias. Agora, podemos apoiar uns aos outros”.

Os encontros

Os encontros do grupo Ato de Amor vão acontecer a cada dois meses e trarão à tona temas que envolvem o mundo da adoção. A próxima reunião deve acontecer em outubro, em data a ser definida, e terá o depoimento do bombeiro militar Gil Vicente Pereira, que também está na fila de adoção ao lado da esposa Bruna, falando sobre os primeiros socorros para crianças.

Interessados em participar dos encontros podem entrar em contato com Gil, pelo telefone 8418-9018; ou com Patrícia, pelo 9614-8677.

Em Gaspar

Na Comarca de Gaspar, que contempla as cidades de Gaspar e Ilhota, existem três abrigos, que são divididos em crianças e adolescentes. As crianças de 0 a 12 anos ficam na Casa Lar – Sementes do Amanhã, que está localizada no bairro Figueira e recebe crianças de ambos os sexos. A casa se mantém com convênios das prefeituras e funciona como uma grande família para as crianças.

Ao atingirem os 12 anos, as crianças são divididas em dois grupos: de meninas e meninos. Nesta idade, os meninos são transferidos para o abrigo Ação Social e Cidadã, mais conhecido como Lar dos Meninos. Já as meninas são levadas para o Lar das Meninas. Nestes espaços, os adolescentes ficam até os 18 anos.

O que diz a lei

Conforme o Art. 197 – A, do Estatuto da Criança e do Adolescente, para adotar, o interessado deve reunir documentos como comprovante de escolaridade, cópias autenticadas de certidão de nascimento ou casamento; cópias da cédula de identidade e inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas; comprovante de renda e domicílio; atestado de sanidade física e mental; certidão de antecedentes criminais; e certidão negativa de distribuição cível. Além disso, é necessária a realização de um curso preparatório e ter o acompanhamento de psicólogos e assistentes sociais.

 

 

Edição 1766

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