
Quinta-feira, 19 de novembro de 2009, 22h10. Um acidente de trânsito movimenta os trabalhos do Corpo de Bombeiros de Gaspar. A colisão acontece na rua Anfilóquio Nunes Pires, no bairro Figueira, e envolve dois veículos, uma Eco Sport e um Fusca. Diego Jessé Pinheiro, motorista do segundo automóvel, é encaminhado em estado grave ao Hospital Santa Isabel, em Blumenau. O jovem de apenas 22 anos fica internado durante cinco dias e, em 24 de novembro, morre após apresentar falência múltipla dos órgãos, resultado da morte cerebral registrada um dia antes.
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Cinco anos após o trágico acidente, familiares e amigos ainda sentem a dor da perda. E, com a chegada do mês de novembro, a saudade do filho, amigo e companheiro aumenta ainda mais. Confira abaixo a homenagem do pai de Diego, Argemiro Pinheiro, e de alguns de seus eternos amigos:
Meu filho
Neste dia 24 de novembro está completando cinco anos da viagem sem retorno que meu filho fez. Nos últimos cinco dias em que ele esteve junto de nós, já no leito da UTI, eu implorei a Deus para que ele deixasse o filho maravilhoso que nos deu. Mas não teve jeito. Eu não consegui me comunicar com Deus para pedir pela segunda vez para ficar com meu filho. Ele nasceu com um problema grave de saúde e, com muito esforço e fé, reagiu e se recuperou.
E então foi tudo maravilhoso. Até chegar o infeliz dia 19 de novembro de 2009, às 22h10, quando houve o trágico acidente. E então ele partiu sem ao menos nos dizer adeus.
A cada data comemorativa ou qualquer simples dia eu desejo poder vê-lo novamente. Só mais uma vez. E dizer o quanto eu amei e vou amá-lo para todo o sempre.
Meu querido filho, você mora, para toda a eternidade, em meu coração. Só voltarei a ser feliz quando nós dois nos reencontrarmos. Seja feliz em sua caminhada e que o Senhor nosso Deus ilumine seu caminho.
(Seu pai, Argemiro Pinheiro)
Um olhar
Quando partiu, levava as mãos no bolso, a cabeça erguida. Não olhava para trás, porque olhar para trás era uma maneira de ficar num pedaço qualquer para partir incompleto, ficado em meio para trás. Não olhava, pois, e, pois não ficava. Completo, partiu. (Caio Fernando Abreu)
(Rubens Wieser)
O Pinheiro
Sabe aquelas pessoas que não caem no esquecimento? Delas faz parte Diego Pinheiro, "o Pinheiro". Já se vão cinco anos de sua saída de cena por aqui. Era a simplicidade em forma de gente. Por tantas vezes travamos bate-papos muito agradáveis nas festas que ajudava a fazer com meus filhos, em Bombinhas. E de fininho, já no clima mais descontraído, sentava-se ao meu lado para assistir alguma coisa na TV. Aproveitava as deixas para propor um drinque, sem gelo, e com aquele sorriso inconfundível tascava: "seu Mário, vamos num purinho?". E assim foram tantos encontros. Nem naquele novembro de 2009, nem hoje, temos explicação para acontecimentos assim. Como alguém jovem, na tenra idade, com sonhos e história para construir, sai de nosso meio sem ao menos dar um cumprimento? Fica a sensação - pelo menos o consolo - que voa livre entre nós, rindo marotamente e convencido por gostarmos e o reverenciarmos tanto. E se chega à conclusão: para ter um vida marcante e deixar tantas saudades, não se precisa viver décadas e décadas. Alguns assim, como o Pinheiro, uns vinte e tanto anos já são suficientes!
(Mário Pera)
Eterno sorriso
Cinco anos já se foram e as saudades do Diego ficaram junto das lembranças de um jovem que parecia querer ser pra sempre menino. Era dono de um sorriso incansável, e sempre estava pronto para tudo.
Lembro de quando ele ia até a casa da minha mãe para encontrar com meus sobrinhos, seus amigos de infância. E, como eles, a chamava de "vó" e me chamava de "tio". Entre jogos de futebol, festas com os amigos e a rotina do dia-dia, lá estava ele, contando suas histórias. E sempre, sempre sorridente.
São cinco anos de ausência de alguém que parece estar sempre presente. Presente porque vive em nossos corações. E assim ele estará, eternamente com um sorriso de menino estampado no rosto.
(Ciro Quintino)
O melhor
Já faz cinco anos desde que nos despedimos de um menino especial e querido, o Diego Pinheiro. Sempre alegre, era dono de um sorriso cativante. Conhecemos Diego quando trabalhou na Oficina de Informática, em 2005. Ele foi um dos professores que lecionaram para pessoas carentes. Ali, aprendemos a admirá-lo e respeitá-lo ainda mais. Sua dedicação e carinho com as crianças e idosos foi destaque. Ele fez tudo com o coração! Já faz cinco anos de sua partida, mas seus ensinamentos estarão para sempre em nossos corações e mentes. Nosso consolo é saber que Diego está perto de Deus e que, de lá, continua fazendo seu melhor.
(Adilson Luis Schmitt e família)
Tempo
Ah, o tempo? Da mesma forma com que ele acalenta nossa dor, ele guarda as memórias, lembranças de outrora que nos enchem o peito de saudade. Saudade daquela alegria de estar contigo, do sorriso desprendido, da simplicidade, do brilho sincero nos teus olhos. Estar em tua presença era garantia de bem estar, de gargalhadas, abraços fraternos e companheirismo. Aventuras e passa-tempos que nos permitiram amadurecer juntos, descobrindo o real sentido de amizade. Estiveste conosco quando tudo parecia ser mais intenso, e com certeza fostes papel principal em nossos anos dourados. Anos que nos enchem de orgulho e que manteremos na memória, ao alcance do coração.
Foi de tua autoria nossos grandes momentos. Foi a ti que nós mais investimos nosso tempo, pois sabíamos que eras nosso precioso tesouro. Junto a ti parecíamos mais unidos e entregues a uma sincera, pura e despretensiosa amizade.
E quando tudo parecia perfeito, o tempo nos tomou você. Deixou-nos em prantos, inacreditados. Compreendemos que teu papel estava concluído. Que teu carinho e tua bondade foram tamanhos, a ponto de ser mais necessários no caminho que agora segues.
A nós restou continuar sem tua presença, porém, repletos de boas e eternas lembranças. E, cada uma, assinada por ti, amigo Pinheiro.
(Mário Sérgio Crespi)
Edição 1642
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