Hospital apresenta versão sobre morte de carpinteiro - Jornal Cruzeiro do Vale

Hospital apresenta versão sobre morte de carpinteiro

04/11/2014

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O diretor clínico do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Ricardo Freitas, apresentou a versão da instituição sobre a morte do carpinteiro Adalberto José de Oliveira Torquato, 37 anos, que morreu no dia 24 de outubro, após cair de uma altura de 10 metros e receber atendimentos no hospital de Gaspar e no Hospital Santo Antônio.

Segundo o diretor, o paciente chegou ao hospital de Gaspar com várias fraturas e, após os atendimentos iniciais, foi definido que a prioridade deveria ser uma cirurgia na área abdominal, bastante afetada pela queda. Com isso, foi definido que o paciente deveria ser transferido para Blumenau. ?Por que não fazer essa cirurgia aqui? Porque não temos banco de sangue. Pelo protocolo do Hemosc, precisaríamos preencher um formulário e enviá-lo por um motoboy até o Hemosc, para trazer um determinado número de bolsas de sangue, o que é difícil estipular. Se durante a cirurgia fosse necessário mais, teríamos que repetir o procedimento. Sem contar que, em caso de alguma complicação, é necessário um suporte de UTI, que hoje não temos?, argumenta o diretor.

Em função disso, os médicos do hospital, segundo o diretor, teriam entrado em contato com o Hospital Santo Antônio, que providenciou a estrutura para operar Adalberto assim que ele chegasse ao hospital. No entanto, por volta das 19h30, ao acionar o Samu de Blumenau para fazer o transporte do paciente, o órgão teria se recusado a fazer o transporte, alegando que o paciente ?não estaria estável?. Com isso, o hospital acionou o serviço particular Anjos da Vida, que oferece serviço semelhante. No entanto, por volta das 21h, enquanto a ambulância do Anjos da Vida ainda estava no caminho, o veículo do Samu chegou ao hospital e fez o transporte. ?Não sei se seria suficiente, dada a gravidade, mas acredito que esse tenha sido o grande pecado, a recusa do Samu e a consequente demora na transferência?, avalia o diretor-clínico. Na semana passada, procurado pela reportagem, o Samu de Blumenau informou apenas que casos como esse devem ser informados para a ouvidoria do órgão.

Acompanhamento

Após o transporte, Adalberto foi operado em Blumenau. ?Acompanhamos o caso e, inclusive, a informação que tivemos é de que a cirurgia tinha tido sucesso. Infelizmente, deve ter ocorrido alguma complicação pós-cirurgia?, afirma Freitas. Questionado sobre uma eventual demora no diagnóstico entre a entrada do paciente, logo após as 15h, e o acionamento das ambulâncias, por volta das 19h, o diretor informa que neste período a equipe do hospital trabalhou na estabilização do paciente. Ele também nega que Adalberto tenha recebido alta no final da tarde. ?Questionei a equipe, mas, oficialmente, não há nenhum registro de alta para o paciente no prontuário eletrônico. Se alguém falou alguma coisa perto disso, foi totalmente equivocado?, ressalta. ?Sabemos do drama da família, mas ele foi assistido em todo momento que esteve aqui e, dentro das nossas condições, o atendimento foi prestado a contento?, conclui o diretor.

Edição 1637

Comentários

ANGELITA IZIDORO JACINTHO
05/11/2014 10:52
EQUIVOCADO ESTÁ O HOSPITAL....MINHA AMIGA NÃO É LOUCA...ELA ENTENDEU MUITO BEM QUE ELE ESTAVA LIBERADO...ELES AINDA NÃO TINHAM PERCEBIDO A HEMORRAGIA INTERNA...É LÓGICO QUE A LIBERAÇÃO NÃO VAI ESTAR NO PRONTUÁRIO, PORQUE ELE PASSOU MAL NA HORA QUE ESTAVAM VESTINDO ELE, AINDA NA MACA, PARA IR EMBORA....ENTÃO, NO PRONTUÁRIO,A LIBERAÇÃO IRIA SER COLOCADA TALVEZ MINUTOS DEPOIS.....E QUANTO A VOCE ISMAEL, EU GOSTARIA QUE REALMENTE FOSSE ASSIM, COMO VC FALOU, MAS NÃO É....EM GASPAR, NÃO É SEMPRE QUE O SAMU CONSEGUE VAGA EM BLUMENAU...MESMO O ADALBERTO SENDO MEU AMIGO, E MESMO SE FOSSE EU QUE TIVESSE SOCORRIDO ELE NO LOCAL, NÃO É CERTEZA QUE NA HORA O SAMU IRIA LIBERAR PRA LEVAR PRA BLUMENAU..MAS, ENFIM, FOI UMA SUSSEÇÃO DE ERROS...E ISSO UM BOM ADVOGADO VAI AVALIAR....TEM MUITAS PERGUNTAS PARA SEREM RESPONDIDAS NESSE CASO DO ADALBERTO....NÃO É TÃO SIMPLES ASSIM COMO O HOSPITAL RESPONDEU........LAMENTÁVEL.
ismael
04/11/2014 17:42
Então vamos ao protocolo, vitimas graves tem que ser acionado o SAMU no local do acidente, dai o SAMU vai avaliar na cena , e caso seja necessário o SAMU ja tem uma linha telefonica direto com os hospitais e ja teria encaminhado esse paciente direto á blumenau. Dai população de Gaspar ,veja como é importante a presença do SAMU na cena. O SAMU regulas as vagas nos hospitais e tenho certeza ,jamais levaria esse paciente para um hospital que não tem suporte de atendimento . SAMU tem que ser acionado pelos bombeiros em casos graves ,se não o faz estão errando muito, e o ministerio publico de gaspar tem que saber disso .Fica o meu relato .
Carlos Eduardo dos Santos Lima
04/11/2014 09:57
Pois é e nesse empurra-empurra perdeu-se uma vida, não podemos culpar esse ou aquele mas sim o sistema como um todo. Também precisei de transferência de hospital quando sofri um acidente de trânsito aqui em nossa cidade, como tenho plano de saúde achei que seria mais comodo, mas foi só a aparência, pois minha esposa teve que dar um cheque calção pra a ambulância da Unimed me transferir depois pedimos o reembolso. Mas em questão do caso do Adalberto, o sistema todo foi falho, tem que ter punição pra entidade que não o fez seu papel, enquanto ouver o descaso em nosso país será assim dia sim dia não perderemos nossos entes queridos, por falha de sistema, ou seja falha de nós mesmos. Acho que o hospital de Gaspar tem grau de culpa tanto quando o SAMU. O que eu pergunto ou até mesmo a família quer saber é : E ai como fica ? E agora ? Vão ter que ligar pra ouvidoria do SAMU e do Hospital, como é que uma pessoa tem a coragem de dizer procura a ouvidoria, o Brasil não está ruim por nada está ruim porque nós o fizemos ele assim, só vai mudar quando mudarmos. Consciência, respeito e coisas do tipo é que temos que praticar e compartilhar já faz muito tempo que curtimos e compartilhamos coisinha bonitinha nas rede sociais online e na rede social da vida ficamos de braços cruzados. Meus sentimentos a família.

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