Um impasse entre o 3º Batalhão de Bombeiros Militar, de Blumenau, e a Associação de Bombeiros Comunitários de Gaspar resultou na quebra da parceria entre as duas entidades. A notícia foi dada a lideranças do município na semana passada, por meio de um ofício assinado pelo comando do batalhão de Blumenau.
De acordo com o presidente da Associação de Bombeiros Comunitários, Jorge Luis Dellarosa, o impasse teve início em 2013 e, desde então, bombeiros comunitários e militares de Gaspar e Blumenau discutem o assunto. Devido à quebra da parceria, os bombeiros comunitários da Associação de Gaspar não poderão utilizar qualquer referência ao Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, como nome, brasão, logotipo, uniforme e outros, na promoção de eventos próprios e privados ou qualquer divulgação e na captação de recursos junto a qualquer ente público ou privado.
Segundo Jorge, a decisão será respeitada pela associação. ?Confesso que ficamos muito chateados com essa situação, mas vamos respeitá-la e continuar tentando a parceria com o batalhão?, ressalta. Apesar da quebra da parceria, o ofício do comando do batalhão de Blumenau destaca que os bombeiros comunitários de Gaspar continuam exercendo seus serviços à comunidade e, consequentemente, auxiliando os militares em ocorrências.
Origem do impasse
Segundo o presidente da associação, o impasse teve início após a Associação de Bombeiros Comunitários conquistar a posse de um terreno no bairro Alto Gasparinho. O terreno foi adquirido em 2010 com o dinheiro da venda de mercadorias apreendidas pela Receita Federal. ?Já havíamos mandado para a Receita Federal um ofício em 2008 solicitando esse dinheiro para a compra de um terreno para construir um centro de treinamento?, explica.
A ideia era fazer um centro de treinamento para bombeiros, militares e comunitários, e também para funcionários de empresas na formação de brigadistas. Em 2013, a associação e o batalhão de Blumenau, do qual a corporação de Gaspar faz parte, iniciaram as tratativas para ser feito um comodato - contrato que entrega a posse de um bem para uso temporário, onde se transfere a posse do bem, mas não se transmite seu domínio.
Entretanto, uma das cláusulas do contrato dizia que a associação, em caso de quebra de contrato, teria que devolver o dinheiro que o Corpo de Bombeiros Militar investiu no local. ?Em assembleia, decidimos não fazer o comodato por causa dessa cláusula, que poderia prejudicar a associação futuramente. Tentamos anular a cláusula, mas não aceitaram. Isso acabou causando o impasse e quebrando a parceria?, afirma. Jorge ressalta que a associação segue trabalhando para inaugurar o centro de treinamento ainda neste ano.
Edição 1674
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