Júri popular decide destino de acusado de matar diarista gasparense - Jornal Cruzeiro do Vale

Assassino de diarista é condenado a 22 anos e quatro meses de prisão

24/11/2016
Matéria postada em 24/11/2016 - 17h30

“Julgo procedente a denúncia para condenar o réu Joaquim de Souza ao cumprimento da pena de 22 anos e quatro meses, em regime inicialmente fechado”. A frase proferida pela juíza da 3ª Vara da Comarca de Gaspar, Graziela Shizuiho Alchini, está contida no último parágrafo do ofício ‘vistos para sentença’ do julgamento de Joaquim de Souza, agora culpado pela morte de Marli de Lima. O julgamento seguiu até às 16h30 de quinta-feira, 24 de novembro, quando a sentença foi lida e aplaudida pelos familiares de Marli, que, agora, respiram aliviados pelo desfecho do crime.

O júri popular que decidiu o destino de Joaquim aconteceu no Auditório da OAB de Gaspar e teve início às 9h, com o sorteio dos jurados. Dos sete sorteados, quatro homens e três mulheres foram os responsáveis pela condenação. O julgamento durou seis horas e, no final, Joaquim saiu algemado, entrou no camburão da polícia e seguiu para o Presídio Regional de Blumenau, onde vai cumprir pena em regime fechado.

O que diz a acusação

O promotor Marcelo Sebastião Netto de Campos foi o responsável pela acusação de Joaquim. “Não sei porque ele matou, mas eu sei que matou por conta das 17 contradições em seus depoimentos. Quem presencia um fato inusitado e não chama por ajuda? Se realmente foi um acidente, porque ele não falou desde o começo?”, disse o promotor em sua fala.

Para convencer os jurados de que Joaquim é culpado, o promotor utilizou ainda partes do depoimento do acusado. “Ele diz que cortou a cabeça para o corpo ficar mais leve. Mas, o que muda no peso do corpo tirando a cabeça? Na verdade, ele faz essa separação para complicar a identificação. É mais fácil sumir com a cabeça. A versão utilizada por Joaquim não faz sentido. O que eu tenho certeza é que ele matou a Marli, cortou a cabeça e jogou o corpo fora”.

Advogado vai recorrer decisão

Com a sentença desfavorável para Joaquim, o advogado do condenado, Gilvan Galm, vai recorrer da decisão.

Dr. Gilvan foi nomeado pela justiça para defender o caso, visto que Joaquim não possuía um advogado. “Trabalhamos em todo o julgamento com a negativa de autoria do crime. A ocultação de cadáver é pública, notória, está nos autos e é comprovada. Mas, quanto ao crime, continuo afirmando que não há provas”.

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Publicação: 24/11/2016 - 15h

Família de Marli espera por justiça

Familiares de Marli de Lima, assassinada em agosto de 2014, acompanharam de perto o julgamento de Joaquim de Souza, acusado pelo crime. De acordo com a filha de Marli, Vivian de Lima Panzenhagen, a expectativa de todos é de que Joaquim pague pelo crime e seja punido com a pena máxima. “Acreditei desde o início que ele iria a júri popular. Agora, esperamos que a justiça seja feita. Nada vai trazer minha mãe, mas saber que ele vai ficar na cadeia nos deixa mais tranquilos e seguros”, afirma.

Casado com a irmã de Marli, Élcio José Truculo afirma que o crime deixou toda a família abalada. “Nossa esperança é que a justiça seja feita. Esse crime não tem explicação. É muito triste ver nossa família sofrendo pelo que ele fez. Dói muito. Nossa família se despedaçou”.

 

 

 

João Maria de Lima, irmão de Marli, veio de Chapecó para acompanhar o julgamento. Ele conta que Marli era uma mulher tranquila, que cuidava da casa e dos filhos. “Encontrei o Joaquim apenas uma vez e nunca pensamos que isso pudesse acontecer. Torcemos que o juiz de pena máxima”.

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Matéria postada em 24/11/2016 – 11h5

Acusado de matar Marli conta sua versão sobre a morte da diarista

O relógio marcava 10h25 quando Joaquim de Souza sentou em frente a juíza Graziela Schizuiho Alchini para falar sobre o dia 28 de agosto de 2014, data em que Marli foi assassinada. Confira o depoimento do acusado:

“Devia ser 20h30 quando ela deu um toque no meu telefone. Se tinha sempre várias ligações no meu celular é porque ela não tinha credito e eu retornava. Combinamos de nos encontrar e eu fui pra falar com ela na rua, perto da casa dela. Eu disse pra ela que outro dia a gente conversava, em outro lugar. Então, ela disse: ‘Joaquim, vamos na tua casa’. E eu disse que não queria problema. Conversamos em casa. Ela contou tudo o que tava acontecendo na vida dela eu contei a minha vida. A gente não tava mais namorando, mas tinha contato de amigos. Eu mostrei a minha casa toda pra ela, porque eu tava reformando. Paramos na sala e depois na beirada do quarto.

Eu tinha um teclado, gaita e microfone na caixa de som do quarto. O chão era cheio de fio. Conversamos e combinamos de ninguém ligar mais um pro outro. Foi sem discussão e sem um tocar no outro. Eu me propus a levar ela em casa e fui tirar a gaita de cima da caixa de som, porque tava ligado. Ai ela veio por trás e me agarrou. Queria envolvimento comigo. Eu me sacudi pra ela sair. Aí ela se perdeu e caiu por cima da caixa de som. Eu achei que ela tava brincando e ela ficou lá caída, porque eu achei que ela tava fingindo. Quando voltei no lugar e ela já tava no meio de uma poça de sangue. Olhei o pulso. Fiz de tudo pra ver se ela voltava a conversar. Mas não respirava mais. Ela estava no meio de uma lagoa de sangue. Puxei ela de arrasto até o chuveiro, pra molhar a cabela e ver se ela dava sinal de vida. O sangue saia do nariz e ouvido. Não notei se tinha ferimento na cabeça. Isso devia ser 10h45 quando houve a queda. Não encostei um dedo nela. Não matei a Marli, eu não discuti com ela.

Levei até o banheiro, molhei a cabeça e ela não reagiu. Entrei em pânico. Na hora não vem um pensamento bom, de ligar pra polícia e bombeiro. Então, pensei que o único jeito era tirar ela dali. Então separei a cabeça do corpo, com uma faca lisa de mesa. Dou minha palavra que não usei serra ou serrote. Não sei como o dente de serra parou na cabeça. O único instrumento usado foi a faca. Cortei só o pescoço... de lado. Dou minha palavra que não cortei outra parte do corpo.

Cortei a cabeça porque entrei em pânico. Entrei em estado de choque. Fiquei ruim, tenho problema. A casa tava forrada de cobertor e manta porque eu tava pintando tudo. Fui a sala ao lado, embrulhei a cabeça e o corpo nos pedaços de lona e botei no banco de trás do carro. Coloquei a cabeça enrolada no pano dentro de sacola. O corpo enrolei em manta e cobertor e, por fora, lona. Quando coloquei dentro do carro devia ser 2h45.

Peguei o carro e sai. Atravessei a ponte e parei. Fiquei uns minutos pensando o que fazer e joguei a cabeça e a faca no rio. Depois, joguei o corpo. Devia ser 3h25 ou 3h30. Depois, fui em direção ao trabalho".

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Matéria postada em 24/11/2016 – 10h50

Delegado responsável pela investigação é testemunha do caso

A única testemunha presente no momento do julgamento foi o delegado Egídio Maciel Ferrari, que deixou a Delegacia de Gaspar na última semana para atuar em Blumenau e que foi o responsável, na época, pela investigação do sumiço de Marli.

Egídio foi interrogado pela juíza Graziela Schizuiho Alchini, pelo promotor Marcelo Sebastião Netto de Campos e pelo advogado de defesa, Gilvan Galm. A primeira a indagar o delegado foi a juíza, que pediu para que ele explanasse como foi o processo de investigação quando Marli era tida como desaparecida. Egídio contou como foi o contato com Joaquim e afirmou que, em depoimentos, o acusado chegou a se contradizer.

Ainda o interrogatório, Egídio afirmou que , quando preso, Joaquim confessou a autoria do crime de assassinato para o irmão. A confissão, segundo o delegado, aconteceu na delegacia. “Deixamos Joaquim e o irmão juntos, sozinhos. Então, no fim da conversa, o irmão de Joaquim me procurou para contar que ele tinha confessado o crime”.

Após ser interrogado pela juíza Graziela, Egídio respondeu as perguntas do promotor Marcelo, responsável pela acusação; e pelo advogado de defesa.

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Começa o julgamento de acusado de matar diarista em Gaspar 

Matéria postada em 24/11/2016 - 10h

Três mulheres e quatro homens são os responsáveis pelo julgamento de Joaquim de Souza, 52 anos, acusado de assassinar Marli de Lima, na noite de 28 de agosto de 2014. O julgamento teve início por volta das 10h desta quinta-feira, dia 23, após o sorteio dos jurados na OAB de Gaspar.

Joaquim chegou ao local do julgamento no camburão da polícia. Ele estava algemado e, na entrada, recebeu vaias que simbolizam a revolta da familia de Marli.

De acordo com a juiza Graziela Schizuiho Alchini, responsável andamento da sessão de júri, o julgamento deve ser finalidado até o fim da tarde de hoje, 24 de novembro. "Acredito que não teremos complicações no decorrer do julgamento e que tudo será rápido. Essa agilidade se da porque foram dispensadas as  testemunhas e ficamos apenas com o depoimento do delegado Egídio Ferrari".

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Matéria postada em 22/11/2016

Acusado de matar diarista vai a júri popular na quinta

O caso do assassinato de Marli Aparecida de Lima, de 41 anos, começa a chegar ao fim. Joaquim de Souza, acusado de matar a diarista, vai à júri popular nesta quinta-feira, 24 de novembro.

O julgamento tem início marcado para às 9h e vai acontecer na sede da OAB, no bairro Sete de Setembro, em Gaspar. O júri será presidido pela juíza Graziela Schizuiho Alchini, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Gaspar. O promotor Marcelo Sebastião Netto de Campos será o responsável por atuar na acusação do réu. Como Joaquim não possui advogado, ele será defendido por Gilvan Galm, nomeado pela justiça.

Entenda o caso

Marli foi vista pela última vez em 28 de agosto de 2014. Segundo a filha, Vivian de Lima, a mãe teria saído sem os documentos, informando que iria dar uma volta. Desde então, a família não teve mais contato com ela.

Desde o seu desaparecimento, inúmeros protestos foram realizados em frente à Delegacia de Gaspar em busca de informações sobre o caso. Após sete meses sem respostas, em 10 de fevereiro de 2015, a família de Marli recebeu informações sobre o caso: um exame de DNA confirmou que a cabeça encontrada em setembro do ano anterior às margens do rio Itajaí-Açu, em Navegantes, era de Marli. O DNA foi solicitado pela Polícia Civil de Gaspar devido ao avançado estado de decomposição, que impossibilitava o reconhecimento.

Após a confirmação de que a cabeça encontrada pertencia a Marli, as investigações partiram para um novo rumo, a busca pelo assassino. Aproximadamente uma semana depois da confirmação, o então Delegado da Polícia Civil de Gaspar, Egídio Maciel Ferrari, convocou uma coletiva de imprensa para informar que o suspeito pelo assassinato, Joaquim de Souza, havia sido preso. A prisão aconteceu no dia 13 de fevereiro de 2015, após cinco horas de interrogatório.

Joaquim foi namorado de Marli e o casal estava separado há cerca de três anos antes do crime acontecer. Em depoimento, Joaquim confessou que o assassinato aconteceu em sua casa, na rua Ponte Serrada, no bairro Gasparinho, na noite de 28 de agosto de 2014. Testes realizados pelos peritos do Instituto geral de Perícias, IGP, encontraram sangue no quarto e no banheiro da casa. Além disso, após a quebra do sigilo telefônico, o delegado teve a confirmação de que a última ligação que Marli efetuou foi para Joaquim.

Ainda em depoimento, Joaquim disse que o crime aconteceu após ele e Marli marcarem um encontro. Ele afirmou que ela teria tentado reatar o relacionamento e que ainda teria tentado se relacionar com ele. Foi quando, segundo Joaquim, ele negou e ela ficou nervosa, partindo para cima dele.

Neste momento, Marli teria caído e batido a cabeça no chão. Desesperado, ele afirmou ter arrastado Marli para o chuveiro e, vendo que ela não acordava, cortou sua cabeça, colocou em uma sacola e enrolou o corpo em uma lona. Por volta das 3h15 da madrugada, ele colocou a cabeça e o corpo da vítima dentro do carro, levou até às margens da Ponte Hercílio Deeke, no Centro de Gaspar, e jogou no rio.

Na época, durante coletiva de imprensa, o delegado Egídio Maciel Ferrari afirmou discordar do depoimento da vítima. “Vimos que havia dias em que ele ligava mais de 20 vezes para ela. Ele mente muito, sempre apresentou versões diferentes e, por isso, fica muito difícil acreditar em tudo o que diz. Foi um crime passional”, afirmou.

A versão de que Marli teria caído e batido a cabeça no chão também não foi tida como verdadeira para a Polícia Civil. Eles também acreditam que Joaquim tenha esquartejado o corpo, e não apenas cortado a cabeça.

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Confira o desenrolar da história em 2014 e 2015:

Matéria postada em 19 de fevereiro de 2015

Marli: o desfecho do crime que chocou Gaspar

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A Polícia Civil de Gaspar prendeu o suspeito de assassinar a diarista Marli Aparecida de Lima, 41 anos, desaparecida em 28 de agosto do ano passado. Joaquim de Souza, 52 anos, foi preso na tarde da última sexta-feira, dia 13, após mais de cinco horas de interrogatório.

O acusado foi namorado de Marli, mas há cerca de três anos estavam separados. Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira, dia 19, o delegado da Polícia Civil, Egídio Maciel Ferrari, afirmou que o crime ocorreu na casa de Joaquim, localizada na rua Ponte Serrada, bairro Gasparinho, na noite do dia 28 de agosto de 2014.

Conforme o delegado, desde o dia em que a filha de Marli, Vivian de Lima, registrou um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento da mãe, havia a suspeita de que o responsável seria o homem de 52 anos. ?Na época, a filha tinha informado que Marli teve um relacionamento com esse homem e que ela teria registrado um boletim de ocorrência contra ele por violência doméstica. Desde então, o interrogamos algumas vezes e ele mentia muito, sempre ficava bastante nervoso?, explica.

Porém, até o início deste mês, a equipe de investigação estava trabalhando em um caso de desaparecimento, já que não havia confirmação de que a diarista estava morta. ?Por esse motivo, não tínhamos como adotar certas medidas, como pedir a quebra de sigilo telefônico de Marli e de Joaquim ou entrar na casa do suspeito?, destaca. Somente quando a Polícia Civil recebeu a confirmação de que a cabeça encontrada em setembro do ano passado no rio Itajaí-Açu, em Navegantes, era de Marli, o caso passou a ser tratado como homicídio e a investigação ganhou novos rumos.


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Novo depoimento e sangue na residência

Nessa última sexta-feira, o suspeito foi novamente chamado pela polícia para um novo interrogatório. Neste mesmo dia, a equipe de investigação foi até a casa dele, juntamente com peritos do Instituto Geral de Perícias, IGP. Através de um teste utilizado pelos peritos, foi encontrado sangue no quarto e banheiro da casa. Além disso, com a quebra do sigilo telefônico, foi constatado que a última ligação que Marli fez foi para Joaquim. ?Quando Joaquim voltou à delegacia, já estávamos com um mandado de prisão temporária. Mesmo assim, ele não havia confessado o crime. Somente quando o irmão dele conversou com ele a nosso pedido foi que Joaquim afirmou ter matado Marli?. Joaquim responderá pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver e deve pegar, pelo menos, 20 anos de prisão. O acusado deve ir a júri popular.


Suposto acidente e detalhes do crime

Segundo depoimento de Joaquim, o crime teria ocorrido após Marli e ele marcarem um encontro. Apesar de já estarem separados há mais de três anos, o suspeito afirmou que a diarista queria reatar o relacionamento com ele. No dia do crime, Marli teria saído de casa e ido até a casa de Joaquim. Ainda segundo o suspeito, a diarista teria tentado se relacionar com o homem que negou e, por isso, ela ficou nervosa e partiu para cima dele.

Nesse momento, Marli teria caído e batido a cabeça no chão. Desesperado, Joaquim a arrastou para o chuveiro e, vendo que ela não acordava, cortou sua cabeça, colocou em uma sacola e enrolou o corpo em uma lona. Por volta das 3h15 da madrugada, ele colocou a cabeça e o corpo da vítima no carro, levou até as margens da Ponte Hercílio Deeke, no bairro Margem Esquerda, e jogou no rio. Até o momento, o corpo não foi encontrado.

 

Versão é contestada pelo delegado

dsc0119GG.jpgO delegado, porém, discorda do depoimento de Joaquim, e afirma que era ele quem procurava por Marli e, vendo que ela não queria reatar, matou a diarista. ?Vimos que havia dias em que ele ligava mais de 20 vezes para ela. Ele mente muito, sempre apresentou versões diferentes e por isso é muito difícil acreditar em tudo que diz. Foi um crime passional?, aponta.

Além disso, a Polícia Civil não acredita que ela tenha caído e batido a cabeça, já que havia uma grande quantidade de sangue no chão e na parede do quarto de Joaquim. ?Também acreditamos que ele tenha esquartejado o corpo de Marli e não tenha apenas cortado a cabeça?, afirma Egídio. Ainda durante a coletiva de imprensa, o suspeito disse que estava arrependido. ?Gostava de Marli apenas como amiga. Se eu pudesse voltar atrás, voltaria?, alegou Joaquim.

Edição 1663

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Matéria postada em 18 de fevereiro de 2015


Polícia Civil prende acusado de assassinar diarista

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A Polícia Civil de Gaspar prendeu o suspeito de assassinar a diarista Marli Aparecida de Lima, 41 anos, desaparecida em 28 de agosto do ano passado e oficialmente dada como morta na semana passada. O delegado Egídio Maciel Ferrari informou que o suspeito já confessou a autoria do crime e convocou uma entrevista coletiva para a manhã dessa quinta-feira, dia 19, para dar mais detalhes sobre o caso. Na última semana, o resultado de um exame de DNA confirmou que a cabeça encontrada em setembro nas margens do rio Itajaí-Açu, em Navegantes, era mesmo da diarista.

Entenda o caso

Marli morava no bairro Coloninha e foi vista pela última vez no dia 28 de agosto de 2014. Segundo a filha, Vivian de Lima, a mãe teria saído sem os documentos, informando que iria dar uma volta. Desde então, a família não conseguiu mais entrar em contato com ela e nem informações sobre o caso. Em outubro, familiares e amigos realizaram um protesto pacífico em frente à delegacia de Gaspar, cobrando respostas. Marli vivia com Vivian e outro filho de 11 anos de idade. Ela trabalhava como diarista na cidade.

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 Matéria postada em 10 de fevereiro de 2015

Exame encerra mistério sobre desaparecimento de diarista

Após meses sem resposta, a família de Marli Aparecida de Lima, 41 anos, desaparecida desde agosto do ano passado, recebeu informações sobre o caso nesta semana. Um exame de DNA confirmou que a cabeça encontrada em setembro do ano passado às margens do rio Itajaí-Açu, em Navegantes, era de Marli. Por estar em avançado estado de decomposição, a família da mulher não conseguiu reconhecê-la. A identificação veio através de um exame de DNA, solicitado pela Polícia Civil de Gaspar e divulgado somente nesta terça-feira, dia 10.

De acordo com o delegado do município, Egídio Maciel Ferrari, a partir de agora as investigações seguem para solucionar o homicídio. ?Até então, trabalhávamos apenas com o desaparecimento e não com um crime de homicídio. Como já estamos trabalhando no caso há um bom tempo e já ouvimos várias pessoas, a investigação está adiantada?, afirma.

Marli morava no bairro Coloninha e foi vista pela última vez no dia 28 de agosto de 2014. Segundo a filha, Vivian de Lima, a mãe teria saído sem os documentos, informando que iria dar uma volta. Desde então, a família não conseguiu mais entrar em contato com ela e nem informações sobre o caso. Em outubro, familiares e amigos realizaram um protesto pacífico em frente à delegacia de Gaspar, cobrando respostas. Marli vivia com Vivian e outro filho de 11 anos de idade. Ela trabalhava como diarista na cidade. 

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Matéria postada em 25 de outubro de 2014

Familiares de mulher desaparecida fazem manifestação 


As faixas e cartazes com frases como "Onde está Marli?", "Jamais abandonaria os filhos", "Queremos respostas" e "Onde está minha irmã?" podiam ser vistas em frente à Delegacia de Polícia de Gaspar às 9h deste sábado, 25 de outubro. O motivo? A falta de respostas no caso do desaparecimento de Marli Aparecida de Lima, que foi vista pela última vez em 28 de agosto deste ano.

Familiares e amigos da mulher de 41 anos fizeram uma manifestação silenciosa em frente à delegacia com o objetivo de sensibilizar a comunidade para possíveis pistas sobre o desaparecimento. Tudo foi organizado pela filha mais velha de Marli, Vivian de Lima, de 21 anos, que afirma que manifestação não foi feita para reclamar do trabalho feito pela polícia. ?Queremos que a comunidade passe informações para a polícia. Alguém deve saber alguma coisa. Desde aquele dia, não temos notícia?. Ainda segundo Vivian, a mãe recebia ameaças do ex-companheiro e agora, por segurança, ela e o irmão estão morando em Blumenau.

O filho mais novo de Marli, Gabriel de Lima Ramos, também esteve em frente à delegacia. ?Sinto muita saudade da minha mãe. Todo mundo está triste. Temos que saber onde ela está?, declara o menino de 11 anos.

Familiares e amigos de Marli formaram um grupo de cerca de 40 pessoas e ficaram em frente à delegacia por mais de meia hora. O local estava fechado, porém o comissário Hamilton João da Silva atendeu os manifestantes.  Logo após, eles seguiram em silêncio pelas principais ruas de Gaspar. Ainda segurando as faixas, eles pararam na Praça da Prefeitura, em frente a principal rua de Gaspar, para o fim da silenciosa e esperançosa manifestação. 

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Matéria postada em 1º de setembro de 2014

Família procura mulher desaparecida desde quinta-feira 

Vivian Lima Panzenhagem, 20 anos, está à procura da mãe, Marli Aparecida de Lima, 41 anos, desaparecida desde a última quinta-feira, dia 28. A mulher saiu de casa na quinta à noite sem dizer para onde iria e desde então não foi mais vista. Até o momento, nenhuma informação foi repassada sobre o possível paradeiro da mulher. Marli é morena, tem cerca de 1,60 metro, cabelos cacheados com mechas e olhos escuros. Conforme explica Vivian, ela e o irmão de 11 anos moram com a mãe no bairro Coloninha. Marli saiu de casa por volta das 20h afirmando que daria uma volta. Ela levou o celular, mas Vivian não conseguiu contato em nenhuma das várias ligações que fez para a mãe. A bolsa com carteira e documentos ficou em casa. ?Fiquei esperando ela até as 22h. Nesse horário, coloquei meu irmão para dormir e fui dormir também. Tínhamos combinado de ir trabalhar juntas no outro dia de manhã, só que quando acordei às 6h30 ela não tinha voltado ainda?, explica. Marli é diarista e na sexta-feira, 29, iria trabalhar em duas casas diferentes. Vivian então ligou para a casa das duas empregadoras pensando que a mãe poderia ter ido trabalhar direto, porém nenhuma delas tinha visto a mulher. ?Esperei até as 16h30, que é o horário que ela sempre volta, mas minha mãe não chegou. Logo depois fui até a delegacia registrar um boletim de ocorrência?, ressalta.

Ainda segundo Vivian, Marli já foi agredida por um ex-namorado e, na última semana, passou a receber ameaças por telefone, tendo inclusive registrado boletins de ocorrência contra o ex-companheiro. Enquanto não há pistas sobre o paradeiro da mãe, Vivian e o irmão estão ficando na casa de parentes em Blumenau. ?Eu e meu irmão tivemos que sair de casa, pois ficamos com medo das ameaças?, afirma. Qualquer informação sobre o desaparecimento de Marli pode ser comunicado pelo telefone da filha Vivian, 8901-8093, ou pelo e-mail vivian.panzenhagen@gmail.com.

 


Edição 1663

 

 

 

Comentários

Juliane Rodrigues
19/02/2015 13:06
Monstro! Arrependimento ???? Não acredito em nenhuma lágrima desse sujeito...merece apodrecer na cadeia!
Que Deus guie a acompanhe todos os dias dos filhos da Marli!
Josiane Bertolino
19/02/2015 11:22
O que dizer sobre isso fico sem palavras deus abençõe os filhos d Marli. Antes a gente ouvia dizer que isso acontecia pra fora longe daqui agora acontece aqui em gaspar nossa cidade que era tão pacata, mas parabéns a toda equipe da policia d Gaspar.

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