Justiça condena ex-prefeito de Brusque por lavagem de dinheiro - Jornal Cruzeiro do Vale

Justiça condena ex-prefeito de Brusque por lavagem de dinheiro

15/02/2017
Justiça condena ex-prefeito de Brusque por lavagem de dinheiro

O ex-prefeito de Brusque, Ciro Roza; o ex-assessor dele, Milton Silva; e um fornecedor da prefeitura na época, Tiago Maestri, foram condenados pela Justiça por crimes relacionados a duas licitações e à compra de um terreno. Segundo a Vara Criminal de Brusque, os casos ocorreram em 2007. Ciro Roza foi condenado por desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro. Tiago, pelos mesmos crimes e Milton, por lavagem de dinheiro.

De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, autor do processo, em 2007 Ciro era prefeito de Brusque e contrariou pareceres da Procuradoria do município e ignorou a recusa da Comissão de Licitação da prefeitura em assinar as atas das sessões de julgamento em relação a duas licitações para a compra de toras.

Na época, conforme o MPSC, a Procuradoria apontou ilegalidades nas licitações. Na primeira delas, o documento não informava onde as toras seriam usadas. Na segunda, além da falta desse dado, também apontava que a despesa seria parcelada. Cada licitação era para a compra de 2 mil toras.

Segundo o promotor de Justiça Daniel Westphal Taylor, Tiago Maestri foi o único participante das duas licitações. Do contrato de cada uma, recebeu R$ 645 mil. As toras nunca foram entregues e as quantidades pedidas eram superiores às necessidades da prefeitura.

Para o MPSC, foi feito um esquema para desvio de dinheiro. Do valor recebido por Tiago, R$ 500 mil foram entregues ao prefeito por meio de lavagem de dinheiro feita por Milton da Silva, na época assessor de Ciro Roza.

Na ação, o MPSC diz que Milton, que tinha um salário de R$ 5 mil, venceu um certame para um terreno da prefeitura no valor de R$ 2 milhões. Parte desse montante foi pago com cheques que Tiago recebeu da prefeitura e transferências bancárias dele para Milton.

Ciro e Tiago foram condenados cada um a seis anos, dois meses e 20 dias de prisão em regime inicial semiaberto. Milton pegou pena de três anos, seis meses e 20 dias em regime aberto.

 

Fonte: G1 Santa Catarina

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