Moradores do trecho final da rua Amazonas, no bairro Bela Vista, iniciaram a segunda-feira, dia 29, com alagamentos em frente às residências. A situação foi provocada pela chuva intensa que ocorreu nas primeiras horas do dia e trouxe transtornos aos moradores, que precisavam sair de casa para ir ao trabalho ou à escola.
Fotos enviadas pela moradora Mayara Pereira mostram parte da via tomada pelas águas. ?Antes do início das obras de drenagem, a tubulação, mesmo sendo velha, ainda ajudava a escoar as águas. Agora parece que há obstrução em alguns pontos, o que dificulta que a água saia?, avalia a moradora. ?A sorte é que os moradores já estão acostumados e, quando começa a chover, já tiram os carros para poderem sair de casa se houver alagamento?, ressalta.
A coordenadora de Defesa Civil, Mari Inez Testoni Theiss, afirma que a chuva intensa do início da manhã provocou pontos de alagamentos em áreas rurais de localidades como Gasparinho e Águas Negras. No entanto, ela destacou a situação da rua Amazonas como a mais séria. ?Sabemos que ali há muitas moradias e que a população acaba sofrendo, mas estamos tentando resolver o problema com as obras de drenagem, que certamente vão minimizar bastante o incômodo aos moradores?, assegura.
O assessor da Secretaria de Planejamento, Gilberto Goedert, afirma que a obra está com aproximadamente 50% do cronograma concluído, mas ressalta que para resolver o problema da parte final da rua, onde ocorreram os alagamentos desta segunda, será preciso ter mais de 80% dos trabalhos finalizados. ?O começo da rua, onde a obra já foi realizada, praticamente não sofria com alagamentos. Sabemos que a população acaba sendo prejudicada, mas esta é uma obra complexa, com um solo muito instável. Somente quando os trabalhos chegarem ao trecho final da rua é que os problemas daquele ponto serão solucionados?, ressalta o assessor.
Gilberto confirma que durante as obras a vazão das águas pode ocorrer de forma mais lenta do que anteriormente. De acordo com ele, os trabalhos de drenagem da rua Amazonas devem ser concluídos até o final do ano. A obra começou em dezembro do ano passado, com prazo inicial de três meses. O investimento total previsto para a obra é de R$ 1,2 milhão.
Águas Negras
Outro local que sofreu com alagamentos na manhã desta segunda-feira foi a Estrada Geral das Águas Negras, no bairro Figueira. Na altura do número 3.200, as águas invadiram a pista e prejudicaram a passagem de automóveis e, principalmente, de moradores que precisam passar a pé pelo local para pegarem ônibus com destino ao trabalho ou à escola.
Moradora da localidade, Elizabeth Herzmann Pereira fotografou o alagamento por volta das 7h15 e cobrou a realização de melhorias para evitar a situação, que segundo ela se repete a cada nova chuva forte. ?Crianças e adultos precisam passar por ali. Quando a chuva é forte, até os carros têm dificuldade para passar. Nosso desejo é que sejam feitas melhorias na tubulação, como ocorreu na rua João Isidoro Schramm, uma via próxima, para que esses problemas acabem?, ressalta a moradora.
Após contato da reportagem do Cruzeiro do Vale, a Secretaria de Obras informou que não havia chamados para aquela localidade, mas prometeu averiguar a situação da via nesta segunda. A coordenadora de Defesa Civil informa que a água já baixou nos pontos que tiveram alagamento no início da manhã e classifica esses casos como situações de enxurrada. ?É claro que esses problemas prejudicam os moradores, mas nossa maior preocupação após chuvas intensas é com o risco de deslizamentos, justamente porque o solo está encharcado. A semana toda será nublada, sem muito sol, então é importante que os moradores fiquem atentos à previsão e à situação das encostas?, afirma Mari Inez.
Apesar da preocupação da coordenadora, não foram registrados deslizamentos até o final da manhã desta segunda. No total, o volume de chuva registrado pela Defesa Civil nas últimas 24 horas foi de 40 milímetros.
Edição 1627
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