O trabalho realizado por um catador de lixo reciclável vem incomodando a comunidade do bairro Margem Esquerda que mora próximo à sua casa. Segundo uma moradora que prefere não se identificar, o aposentado deposita todo o lixo recolhido pelas ruas dentro da própria casa, sem todos os cuidados de armazenamento necessários. Dessa maneira, o mau cheiro se espalha, assim como os ratos e insetos que chegam a invadir as casas próximas. ?Tem dias que o mau cheiro é insuportável?, queixa-se.
Outro problema seria o fato de que, quando o caminhão vai ao local para recolher os materiais, o catador leva todo o lixo para a rua, dificultando a passagem dos moradores. Para o catador, Manoel Catarina, 76 anos, que é aposentado e trabalha com isso há pouco mais de dois meses, todo o lixo reciclável é armazenado de forma correta e em sacos fechados até que o caminhão recolha. Ele afirma ainda recolher apenas os materiais recicláveis e organizá-los dentro de casa. ?Os próprios fiscais já vieram aqui e disseram que não estou fazendo errado?, justifica-se.
Fiscalização
O gerente de Meio Ambiente de Gaspar, Daniel Cardoso, afirma que nesses casos o catador precisa registrar a empresa. Se o fiscal for até o local e vir que ele não está registrado e está recolhendo materiais prejudiciais ao solo e à água, o catador poderá ser notificado. ?Vale lembrar que todo o lixo reciclável precisa estar armazenado em local coberto, por isso o catador de lixo precisa se regularizar e ter licença municipal?, explica. Já o diretor de Fiscalização, Emerson Barth, informa que, antes de abrir uma empresa deste tipo, é preciso fazer o zoneamento da área e o estudo de impacto de vizinhança. ?Provavelmente, esta região é considerada residencial e, sendo assim, ele não poderia trabalhar no local?, confirma.
Copyright Jornal Cruzeiro do Vale. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal Cruzeiro do Vale (contato@cruzeirodovale.com.br).