Por Geraldo Genovez
Um novo sistema de drenagem pluvial e tubulação de esgoto. Há quatro anos, essas são as principais reivindicações dos moradores da rua Albertina Maba, no bairro Margem Esquerda. Acompanhados do desejo de ver a rua asfaltada, os objetivos vêm sendo expostos pelos moradores nas reuniões promovidas pelo Orçamento Participativo. Mas, até agora, nada foi feito.
O líder comunitário do bairro, Francisco Solano Anhaia, explica que houve um acordo com o governo, mas nenhum projeto foi desenvolvido. “Tiveram quatro assembléias desde o começo do segundo mandato do Zuchi. Nesse tempo, foram arrecadados R$519 mil para investir em melhorias na via. Porém, ainda esperamos para ver o dinheiro aplicado”, conta.
De acordo com o presidente da associação de moradores do bairro, Gelasio Valmor Muller, a comunidade pede respostas concretas. “Existe esse dinheiro ainda? Onde está esse valor? Por que não fizeram as obras? O povo cobra da gente e nós cobramos o poder Executivo. Eles sempre falaram que dariam início às melhorias e agora querem deixar para o outro ano”, revela.
O delegado representante da rua Albertina Maba no Orçamento Participativo, Ailton Porto, reafirma que a situação está cada vez mais complicada e que exige mais respeito às reinvidicações. “Dei a cara a tapa e me voluntariei para ajudar na causa. Estive nas reuniões e sempre destaquei as prioridades dos moradores. No mínimo, esperamos um esclarecimento sobre o futuro da rua".
“Moro há 67 anos nesta rua, meus pais nasceram aqui. Anos e anos sem nenhum avanço. O governo diz que não podem mexer na via porque aqui vivem colonos. Mas acho engraçado que em época de campanha eu me torno importante para eles, afinal o meu voto de colona também vale. Luz nos postes? Não sabemos o que é isso, colono só deve pagar conta, desfrutar do serviço não”, desabafa a moradora Alice Maba.
Para Carlos Rocca, vizinho de Alice, o descaso com a comunidade chegou no ápice. “Largaram 20 tubos de concreto na frente do portão da minha casa em setembro, alegando que começariam as obras, e sumiram. Desde então, não consigo entrar e sair com o carro da minha garagem. O serviço deles fica sempre para amanhã”, relata.
Corforme afirma o superintendente do Orçamento Participativo, Valmor Vieira, a prefeitura está ciente das reivindicações dos moradores. “Como o próprio nome diz, é feito um orçamento com a participação da comunidade e administração pública. É um plano de governo. As reuniões servem para avaliar quanto custará as obras que os moradores priorizam. Não há dinheiro reservado para cada obra individualmente, mas temos o valor suficiente para as melhorias daquele local”.
Valmor ainda afirma que ano de eleição municipal dificulta o andamento das obras. “Ao longo desses anos foram arrecadados valores que seriam destinados para a drenagem e pavimentação da rua Albertina Maba, porém não deu tempo para iniciar a obra em 2016, um ano atípico. Mas, o orçamento está pronto e, apesar de não ter um projeto, o próximo governo pode dar continuidade. Agora, se vão ou não executar a obra, é problema deles”.

Copyright Jornal Cruzeiro do Vale. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal Cruzeiro do Vale (contato@cruzeirodovale.com.br).