Obra de drenagem da rua Amazonas é retomada - Jornal Cruzeiro do Vale

Obra de drenagem da rua Amazonas é retomada

12/02/2015

A Ramos Terraplanagem, empresa responsável pela execução da obra de drenagem pluvial e pavimentação da rua Amazonas, no bairro Bela Vista, retomou os trabalhos nessa quarta-feira, dia 11, segundo a Prefeitura de Gaspar.

A empresa irá prosseguir com a instalação dos tubos da drenagem pluvial na via. O trecho de aproximadamente 100 metros da rua que ainda não é pavimentado já conta com a tubulação de drenagem. Posteriormente, esse trecho será pavimentado com lajotas sextavadas.

Além disso, serão restauradas as bocas de lobo existentes e executadas novas bocas de lobo na rua Ceará, na própria rua Amazonas e no cruzamento das vias adjacentes, como a José Geraldo Cardoso, Biguaçu e Esperança Moser. A ligação das ruas José Geraldo Cardoso com a rua Amazonas também será pavimentada. Atualmente, 48% do cronograma de obras concluído, segundo a prefeitura.

A obra estava parada desde setembro do ano passado devido a, primeiro, atrasos no pagamento à construtora. Os recursos do governo federal foram liberados no início de janeiro e já repassados à empresa. No entanto, o que passou a impedir a continuidade da obra seria um aditivo de R$ 130 mil, envolvendo trabalhos de escavações e terraplanagens não previstos inicialmente no projeto. O aditivo foi solicitado pela prefeitura, que irá bancar o valor adicional, mas as alterações ainda aguardam liberação na Caixa Econômica Federal. No entanto, um acordo entre prefeitura e empresa fez com que a obra fosse reiniciada nessa quarta.

Valores

A obra tem investimento de R$ 1.057.147,63. Desse total, R$ 972.571,81 serão repassados pela União, por meio de uma emenda parlamentar do deputado federal Décio Lima. Em contrapartida, a prefeitura investe R$ 84.575,82. Aproximadamente, 95 famílias serão beneficiadas com a obra.

Na semana passada, reportagem do Cruzeiro do Vale relatou o problema dos alagamentos na rua Amazonas e o impasse que impedia a retomada dos trabalhos e aumentava o drama das famílias. Confira abaixo:

Rua Amazonas: sucessão de entraves agrava situação de famílias

Ao primeiro sinal de chuva forte, os moradores da região da rua Amazonas, no bairro Bela Vista, já precisam suspender móveis sobre cavaletes ou levá-los para o andar de cima, no caso das residências com dois pisos. Sair ou voltar para casa se torna uma incógnita pelo fato de que as ruas são rapidamente tomadas pelas águas.

A angústia e a revolta aumentam a cada novo alagamento, o que é constante no verão. O último caso ocorreu na tarde dessa quarta-feira, dia 4, quando, segundo a Defesa Civil, um acumulado de 85 milímetros de chuva em 24 horas, e uma concentração de 35 milímetros em 45 minutos, deixaram a via alagada e fizeram moradores precisarem até de bateiras para transitar pela via.

A drenagem da via foi apontada como solução parcial para os problemas. No entanto, após 10 meses de trabalho interrompidos uma vez por atraso nos repasses, desde setembro do ano passado os trabalhos voltaram a ser paralisados e, até agora, não retornaram. O motivo inicial era um segundo atraso no repasse para a empresa, que foi liberado em janeiro deste ano. No entanto, o novo entrave passou a ser um aditivo ao contrato. A alteração envolve escavações e terraplanagens que, segundo a prefeitura, não constavam no escopo do projeto e precisarão ser pagas à parte.




Nada de prazo

A alteração fez com que a Caixa pedisse novos documentos para atestar as mudanças, o que tem atrasado a liberação. ?Estamos providenciando os documentos e um engenheiro da prefeitura está acompanhando o caso, mas não há como dar prazos. Também lembro que em casos como a chuva dessa semana, de 85 milímetros em 24 horas, mesmo se a tubulação estivesse funcionando, não seria suficiente?, pondera o secretário de Planejamento e Desenvolvimento, Soly Waltrick.

Problemas também ocorrem no Barracão

Outro lugar que vem sendo cada vez mais atingido por alagamentos é a região do Loteamento Vila Isabel, no bairro Bateias. Nesta semana, após ser atingida por novas cheias, a comunidade local voltou a pedir um projeto de drenagem ou a construção de uma galeria para livrar o problema das enxurradas.

Segundo o secretário de Planejamento, Soly Waltrick, um estudo da bacia para checar o diâmetro da tubulação está em fase final de elaboração e deve servir de base para estudar que tipo de soluções poderiam ser adotadas no local. ?A partir desse estudo, vamos ter que passar pela fase de captação de recursos, que pode envolver o Estado, já que a rodovia passa por ali. Mas, infelizmente, quanto mais impermeabilizar o solo, maiores serão os problemas de alagamentos?, contemporiza.


Edição 1661
 

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