
Uma assembleia no fim da tarde desta quarta-feira, 22 de março, vai decidir se os servidores públicos de Gaspar vão paralisar os serviços durante toda a quinta-feira, dia 23. Sem uma resposta positiva do Executivo Municipal quanto ao reajuste do vale alimentação dos servidores, representantes do Sindicato dos Trabalhadores Públicos de Gaspar e servidores vão se reunir na Câmara de Vereadores para definir se paralisam ou não os serviços em forma de protesto à falta de acordo. A primeira chamada da assembleia acontece às 17h15 e a segunda às 17h45.
O período de negociação do reajuste salarial dos servidores públicos de Gaspar teve início no dia 14 de fevereiro, quando o Sintraspug protocolou na prefeitura as reivindicações dos servidores. A pauta foi aprovada em assembleia realizada na Câmara de Vereadores no dia 13 de fevereiro e, dede então, Executivo e sindicato conversam sobre o assunto, que envolve os interesses dos servidores de Gaspar.
Além da reposição salarial com base na inflação, o principal pondo do reajuste gira em torno do auxílio alimentação, que não é alterado desde 2015. A data base para o reajuste dos servidores é o mês de março mas, segundo a presidente do Sintraspug, caso a confirmação aconteça após este período, os servidores vão receber o reajuste retroativo.
No dia 15 de março, pouco mais de um mês depois do início das negociações, Executivo e servidores entraram em consenso parcial dos pedidos de reajuste. Foi aprovado, então, o reajuste salarial de 5,44%, com base na inflação, a partir dos salários de março. A prefeitura negou, porém, o reajuste do auxílio alimentação.
De acordo com o Chefe de Gabinete da Prefeitura de Gaspar, Pedro Bornhausen, o reajuste do auxílio alimentação, que hoje é de R$400,00, se torna inviável ao cofre público. “Os servidores pedem um aumento que faz com que o auxílio alimentação chegue em cerca de R$421,00. Mas não são somente R$21,00 que aumentam. Esse reajuste resulta também no aumento de encargos, já que o vale alimentação é colocado em folha de pagamento”, argumenta Pedro Bornhausen.
Ainda segundo o Chefe de Gabinete, caso os servidores optem pela paralisação, os serviços essenciais serão mantidos em funcionamento no município. “A população pode ter certeza de que faremos de tudo para que haja o mínimo de prejuízo nos atendimentos. O Sintraspug também está ciente que, em caso de paralisação, os serviços essenciais devem ser mantidos”.

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