Perfil: amor e reconhecimento para dona Olindina Rangel - Jornal Cruzeiro do Vale

Perfil: amor e reconhecimento para dona Olindina Rangel

03/02/2015

olindina1GG.jpgA casa de dona Olindina Rangel sempre esteve cheia. Rodeada de filhos, netos, bisnetos e amigos, a senhora de 80 anos encontrou nessas pessoas uma maneira de manter o coração e a casa sempre lotados. Exemplo de mãe e mulher, Olindina nasceu em Gaspar em 1º de fevereiro de 1935. Quando ainda era criança, os pais decidiram se mudar para o bairro Bateias. Foi nesse local que ela estudou, teve o primeiro emprego, conheceu o futuro marido e formou uma família.

Com menos de 10 anos de idade, Olindina passou a trabalhar na casa dos irmãos. Ajudava a limpar a casa e a cuidar dos filhos. Ainda adolescente, aos 16 anos, conheceu José Rangel, o homem que, mais tarde, seria responsável por encher seus dias de amor e companheirismo. ?Ele também morava no bairro e nos víamos bastante. Estávamos na mesma turma de amigos e íamos à igreja e às domingueiras juntos. Não demorou muito para que essa amizade virasse namoro?, lembra.

A diferença de idade entre eles - José era 15 anos mais velho que Olindina - não impediu que o namoro tivesse início, quando ela tinha 17 anos. Após seis meses, casaram-se. A partir daí, a vida de dona Olindina ganhou um novo brilho, afinal, havia encontrado o grande amor. ?A vida de casado nunca foi fácil. A gente precisou trabalhar muito e levar algumas rasteiras para conseguir criar a nossa família?, conta. 

Ambos trabalhavam em uma mercearia própria, localizada no bairro. Após alguns anos de casamento, o casal teve o primeiro filho. Em menos de 15 anos, outros oito chegaram à família.

Sacrifícios para vencer a desconfiança

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A felicidade em ter um grande companheiro e nove filhos amorosos foi interrompida no final da década de 1960, quando José Rangel faleceu vítima de um derrame cerebral. ?A maioria dos meus filhos ainda era muito nova e todos acharam que eu não iria conseguir criá-los. Batalhei muito, passei por momentos ruins, mas hoje estão todos aqui comigo?, diz, com orgulho.

Os anos sem a companhia de José foram difíceis. Além de cuidar dos filhos, Olindina precisou continuar trabalhando na mercearia. As pedras pelo caminho foram muitas, mas ao final de cada batalha o espírito materno e grande amor pela família lhe ajudavam a seguir em frente. Quando todos os filhos já estavam adultos e com a vida encaminhada, a moradora do bairro Bateias decidiu aumentar ainda mais a família adotando um filho, que tinha apenas oito meses de idade. Nunca se casou novamente, mas nem por isso ficou sozinha. Com 10 filhos, 14 netos e 12 bisnetos, dona Olindina recebe, diariamente, todo o amor e carinho necessários para viver uma vida cada vez mais feliz. 

Edição 1658
 

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