Preços de remédios são reajustados em quase 8% - Jornal Cruzeiro do Vale

Preços de remédios são reajustados em quase 8%

07/04/2015

fotopg9abreGG.jpgOs remédios ficaram mais caros a partir desta semana em todo o país. A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamento, CMED, fixou em até 7,7% o ajuste máximo permitido este ano aos fabricantes na definição do preço dos medicamentos.

Em Gaspar, consumidores já estão preocupados com o aumento. ?Tomo remédio para a pressão e já senti no bolso o reajuste quando fui comprar meu medicamento esta semana no Centro de Gaspar?, declara Iolanda Brigadeiro Nogueira, de 63 anos, moradora do bairro Gaspar Mirim.

Ajustes em três níveis

De acordo com o Ministério da Saúde, o reajuste médio deste ano foi de 6%. A regulação é válida para um universo 9.120 medicamentos e os ajustes são autorizados em três níveis, conforme o perfil de concorrência dos produtos. O nível 1, que tem o maior percentual de reajuste, inclui remédios como omeprazol (gastrite e úlcera) e amoxicilina (antibiótico para infecções urinárias e respiratórias). No nível 2, cujo percentual é de 6,35%, estão, por exemplo, lidocaína (anestésico local) e nistatina (antifúngico).

No nível 3, que tem o menor índice de aumento, 5%, ficarão mais caros medicamentos como ritalina (tratamento do déficit de atenção e hiperatividade) e stelara (psoríase). A autorização para reajuste leva em consideração três faixas de medicamento, com mais ou menos participação no mercado farmacêutico.

Farmácia Popular

Uma maneira de economizar com remédios é checar se o medicamento está na lista do programa Farmácia Popular, do governo federal. Hoje existem 112 remédios oferecidos com até 90% de desconto em relação ao cobrado no mercado. São para doenças como gastrite, rinite, mal de Parkinson, osteoporose e glaucoma. Remédios para asma, diabetes e hipertensão são dados gratuitamente. Para adquirir o remédio mais barato é preciso levar a receita médica e o CPF a alguma das 26 mil farmácias populares ou drogarias conveniadas.

Farmácia Básica ainda tem falta de remédios

fotopg9retrancaGG.jpgDas despesas que o brasileiro tem com saúde, boa parte é com remédio. E quanto menor a renda da família, maior o peso que os medicamentos têm nessa conta. Alguns caminhos podem ajudar a diminuir esses gastos. Um exemplo é recorrer aos medicamentos distribuídos pelo Sistema Único de Saúde, SUS. Porém, quem procura a Farmácia Básica no Centro de Gaspar não tem encontrado boas notícias. ?Preciso de medicação para pressão e circulação sanguínea, no entanto, não tenho conseguido encontrar?, afirma uma mulher de 55 anos, sem querer ser identificada.

Medicamentos para epilepsia, pressão arterial, antibióticos, circulação sanguínea e úlceras estão entre os que têm estoque baixo ou até mesmo em falta na Farmácia Básica do Centro. Segundo o secretário de Saúde de Gaspar, Cleones Hostins, a prefeitura vem encontrando dificuldades no recebimento de repasses por parte do governo estadual. ?Temos uma verba para receber do governo estadual de R$ 476 mil. O valor de R$ 88.303,52 será destinado à compra de medicamentos. Receberemos este valor em 10 parcelas. Temos uma licitação já homologada para a compra de medicamentos. Tem remédios que estão em falta, mas estamos trabalhando para suprir toda falta de estoque. Na próxima compra de medicamentos ainda não iremos pegar os preços reajustados?, afirma o secretário.

Edição 1676
 

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