Passada a euforia e a rivalidade que dividiu o país nas últimas semanas, a expectativa que fica é para saber de que forma a presidente Dilma Rousseff (PT) irá conduzir o segundo mandato e, da mesma forma, como os partidos que enfrentaram a presidente na campanha irão agir após a ampla votação obtida por Aécio Neves (PSDB), que agora retorna ao Senado como líder de oposição.
Em Gaspar e na região, a espera é para descobrir se as pendências do governo federal com o município serão levadas adiante com rapidez no segundo mandato. Satisfeito com a vitória da companheira de partido nas urnas no último domingo, o prefeito Pedro Celso Zuchi (PT) acredita que as principais demandas da cidade não ficarão de lado no novo mandato de Dilma.
Ele lista como algumas das prioridades a obra de urbanização da localidade Jardim Primavera, no bairro Bela Vista, a pavimentação da rua José Patrocínio dos Santos, no bairro Belchior Alto, a duplicação da BR-470, a conclusão da Ponte do Vale e também um apoio financeiro para ajudar a tirar do papel o Contorno Viário de Gaspar, que até agora vem sendo liderado pelo governo do Estado.
?A nossa região está se desenvolvendo e esses investimentos certamente vão acontecer, porque são importantíssimos. Além disso, temos o Pronatec funcionando na cidade, mais unidades do Minha Casa, Minha Vida já encaminhadas. Tudo isso é consequência da parceria com o governo federal. Se interrompe esse processo, haveria prejuízo, porque até montar uma nova equipe de governo e olhar para nós como a presidente Dilma olha, demoraria bastante?, argumenta o prefeito, que não acredita em novos contingenciamentos de recursos a partir do próximo ano capazes de retardar obras importantes na região.
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Desconfiança
O presidente do diretório municipal do PSDB, partido do candidato de oposição Aécio Neves, Sérgio Almeida, adota um tom mais cético. ?Particularmente, não espero grandes mudanças?, ressalta. Ele destaca a resistência a modificações no modelo atual de governar e cita que um dos grandes desafios será eliminar a divisão que ficou nítida no país ao longo do segundo turno. ?Evidentemente, sou um democrata e, como defensores da democracia, temos que acatar o desejo da maioria. Torço para que nossas obras, principalmente a Ponte do Vale, que é a maior pendência, sejam concluídas, mas reforço que não acredito em grandes mudanças na participação do governo federal, inclusive em nossa região?, ressalta.
Edição 1636
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