Um trabalho social com os moradores do Residencial Milano, no bairro Coloninha, começa a ser desenvolvido por uma empresa contratada pela Prefeitura de Gaspar a partir dessa quarta-feira, dia 18. Com a intenção de beneficiar mais de 950 moradores dos 224 apartamentos, as ações incluem a mobilização e organização comunitária, atividades socioculturais, geração de trabalho e renda, educação ambiental, além de ações informativas, articulação para parcerias e avaliação e monitoramento do trabalho executado.
?Nessa quarta-feira, dia 18, teremos no salão de festas o primeiro encontro do Grupo de Mulheres, que já é fruto desse trabalho social. Teremos também ações contra as drogas, ações esportivas e de incentivo à prática de exercícios físicos. Temos uma área de ginástica em nosso condomínio que precisa ser utilizada?, afirma a síndica do residencial, Ilza Cinara dos Santos Mandicaju. De acordo com ela, está sendo idealizada também uma espécie de feira, onde os moradores poderão aprender a fazer doces para garantir uma ocupação e também um complemento na renda.
Segundo uma das interlocutoras entre a empresa que realizará o projeto social e os moradores, Claudete Cristina de Barros, moradora do residencial, a comunidade começou a aceitar a ideia a partir do momento em que houve um trabalho de porta em porta. ?Quando as pessoas conhecem o projeto, acabam percebendo que a causa é nobre e que os resultados só trarão benefícios à comunidade do residencial?, garante Claudete.
Convivência amigável
Para o diretor de Habitação, Heriberto Geraldo Kuntz, e a assistente social da prefeitura, Valdiria Stanke Pamplona, o projeto vem ajudar em fatores sociais e em especial em aspectos de convivência entre os próprios moradores. ?Haverá um estímulo em projetos sociais e esportivos, assim inúmeras famílias acabarão se conhecendo melhor, trazendo uma convivência amigável no residencial?, avalia Heriberto.
Inaugurado em maio de 2013, o residencial Milano é uma obra proveniente do governo federal, por meio do programa Minha Casa, Minha Vida. A Prefeitura de Gaspar doou o terreno e fez a seleção das famílias que iriam morar no residencial. O investimento para a construção das 224 unidades habitacionais foi de aproximadamente R$ 10 milhões.
Residencial ainda sofre com problemas estruturais
Ao mesmo tempo em que a esperança de mais atenção aos moradores surge com um projeto de mobilização social, o Residencial Milano ainda sofre com problemas recorrentes de infiltração e rachaduras. Segundo a síndica Ilza Cinara dos Santos Mandicaju, a situação que causa mais preocupação no momento é o bloco 7, onde há rachaduras logo na base do prédio, o que tem assustado os moradores. Segundo Ilza, a Caixa Econômica Federal, responsável pela obra, e a construtora já foram contatadas, mas ainda não deram um retorno concreto sobre quando e como serão solucionados os problemas. ?A base do solo do bloco 7 tem uma profundidade maior do que necessária, segundo engenheiros que já estiveram aqui, o que aumenta nossa preocupação?, aponta a síndica.
Edição 1662
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