Dois requerimentos apresentados na sessão de terça-feira, dia 17, da Câmara de Gaspar pelo vereador Jaime Kirchner, PMDB, reacenderam a discussão sobre a posse de dois terrenos atualmente utilizados pela Prefeitura de Gaspar.
A área às margens da BR-470 em que foi construído um loteamento social e, mais recentemente, a nova escola Angélica Costa, e o local que hoje abriga a Arena Multiuso foram decretadas como de utilidade pública pela prefeitura e tiveram um valor depositado em juízo. No entanto, segundo a prefeitura, os proprietários dessas áreas questionam os valores na justiça em processos que ainda aguardam por definições finais.
Diante do impasse, o vereador peemedebista apresentou os requerimentos com questões direcionadas ao Executivo para saber quanto foi depositado pela posse dessas áreas, qual a situação atual dos dois processos e se existe um valor proposto para possível acordo, dentro das condições financeiras da prefeitura. ?Vou esperar o Executivo responder, mas basicamente queremos saber se o município está preparado para negociar possíveis valores mais altos que venham a ser definidos pelas terras e qual a perspectiva para uma decisão definitiva sobre o caso. As duas áreas ficam na Margem Esquerda, uma região que se desenvolve intensamente e por isso queremos informações?, resume Jaime.
Valores
Questionada pela reportagem, a prefeitura informou, por meio do departamento de imprensa, que em ambos os casos aguarda uma decisão judicial sobre os questionamentos feitos pelos proprietários dos imóveis. Pelo terreno da Arena Multiuso, em nome de uma pessoa física, a prefeitura depositou R$ 450 mil e, na área do loteamento da BR-470, que pertencia à massa falida da empresa têxtil Sulfabril, o valor depositado foi de R$ 1 milhão.
Segundo advogados que acompanham o caso, a tendência é que a posse dos imóveis não saia das mãos da prefeitura. No entanto, como o preço foi questionado, os valores fixados às áreas pelo juiz podem ser bem maiores do que os que o Executivo depositou inicialmente. Essa definição dependerá de perícias, que começaram a ser solicitadas a corretores de imóveis, mas ainda precisam de autorização para serem iniciadas.
Edição 1671
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