
Portões trancados, salas vazias e viaturas estacionadas na garagem. Esse era o retrato da sede da Polícia Militar de Ilhota na manhã dessa quinta-feira, dia 4. A cena tornou-se recorrente no município, que há algum tempo vem sofrendo com a falta de efetivo policial. A comunidade já começou a sentir as consequências do baixo número de agentes da PM. ?Dois policiais fazem plantão, mas quando saem o posto fica vazio. Ficamos à mercê dos bandidos. Minha irmã foi furtada há alguns dias e não tínhamos quem acionar?, destaca o comerciante José Corrêa, 52 anos.
Atualmente, a Polícia Militar de Ilhota conta com um efetivo de 10 policiais, segundo o comandante Denílson Custódio dos Santos. Porém, grande parte desses PMs, incluindo o comandante, está de férias ou de licença. Denílson reconhece as dificuldades da companhia e afirma que o pedido de aumento de policiais no município vem sendo feito há meses. ?Neste momento, temos uma guarnição que faz o plantão de dois dias e, quando esta sai, o posto fica sem policial por um dia. Nesse período, ficamos desguarnecidos e a comunidade precisa acionar a PM de Gaspar?, explica o comandante, que volta a trabalhar no próximo dia 22. Mesmo precisando atender Ilhota em certos casos, o município de Gaspar também sofre com o efetivo reduzido de policiais militares.
Edição 1646
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